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Sistema de pensões da Segurança Social garante entre 70 a 80% do salário

O secretário de Estado da Segurança Social, Pedro Marques, assegurou hoje que o sistema de pensões dos portugueses é "uma referência a nível europeu", uma vez que garante uma taxa de cobertura efectiva entre os 70 e os 80 por cento relativamente ao último salário recebido.

Negócios com Lusa 03 de Março de 2009 às 13:00
O secretário de Estado da Segurança Social, Pedro Marques, assegurou hoje que o sistema de pensões dos portugueses é "uma referência a nível europeu", uma vez que garante uma taxa de cobertura efectiva entre os 70 e os 80 por cento relativamente ao último salário recebido.

"Continuamos a proteger bem os portugueses, garantimos a sustentabilidade do sistema e deixámos de estar numa situação de alto risco", disse o secretário de Estado, comentando os últimos dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre o sistema de pensões na Europa.

De acordo com a edição de hoje do "Diário Económico", os actuais trabalhadores portugueses vão ter em média uma das pensões mais baixas do conjunto dos 30 países mais desenvolvidos do mundo, que corresponderá a pouco mais de metade do último salário recebido.

As contas constam de um relatório da OCDE.

Sobre estas conclusões Pedro Marques diz que "não se podem comparar realidades que não são comparáveis" e destacou o facto de a OCDE ter recentemente elogiado a reforma da Segurança Social desenvolvida em Portugal.

O secretário de Estado considerou que o que interessa comparar nesta análise são os valores líquidos, ou seja, os efectivamente recebidos pelos pensionistas e que garantem entre 70 a 80 por cento do salário, de acordo com os dados do relatório da OCDE.

Os valores brutos fornecem uma análise que não corresponde à realidade, uma vez que em Portugal os pensionistas pagam uma taxa de IRS mais baixa que nos restantes países, acrescentou.

"Os portugueses poderão ajustar as suas pensões descontando um pouco mais ao longo da carreira ou trabalhando um pouco mais", disse ainda.

Para reforçar o valor da pensão, o secretário de Estado lembrou que os trabalhadores podem recorrer aos certificados de reforma ou às protecções disponibilizadas pelos privados (planos poupança reforma).

"Estamos a falar de um sistema progressivo. Mesmo os novos trabalhadores continuarão a ter um sistema que é uma referência a nível europeu e continuarão a poder contar com esta protecção", acrescentou.

Pedro Marques destacou a propósito o facto de Portugal, ao contrário de outros países da Europa, ter conseguido manter a idade da reforma nos 65 anos e ao mesmo tempo assegurar a sustentabilidade do sistema da Segurança social.

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