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Situação financeira de Portugal é "muito melhor" que outros países do sul da Europa

A situação financeira de Portugal é "muito melhor" do que a da maioria dos países do sul da Europa, e as recentes reformas laborais tornaram o país atraente para o investimento estrangeiro, defendeu o embaixador norte-americano em Lisboa.

Lusa 16 de Julho de 2010 às 10:44
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O embaixador Allan Katz falou à Lusa à margem de encontros com a comunidade luso-americana em Newark, Nova Jérsia, na sua primeira viagem de regresso aos Estados Unidos desde que assumiu formalmente o posto de Lisboa, em Abril.

Um dos principais assuntos abordados foi a situação económica e financeira portuguesa, que Katz acredita ser bem melhor do que a imprensa internacional retrata.

"Francamente, acredito que Portugal tem sido tratado injustamente na imprensa económica", disse o diplomata à Lusa.

O embaixador, que tem estado em contacto com o Governo de Lisboa sobre o assunto, encoraja mesmo um "maior contacto com a imprensa financeira em Londres e Nova Iorque".

"As decisões muito difíceis que eram necessárias foram feitas há cinco anos, como na Segurança Social, na idade de reforma e na função pública", considerou.

"Portugal deu passos muito significativos que fazem a viabilidade financeira a longo prazo melhor do que tem sido caracterizado na imprensa. O balanço dos compromissos financeiros a médio e longo prazo em Portugal é muito melhor do que para a maioria dos outros países do sul da Europa", afirmou Allan Katz.

Um "obstáculo" inibidor do investimento estrangeiro era o mercado de trabalho, mas este foi agilizado, e hoje "as oportunidades são muito boas" - em Portugal e também em África, referiu.

A embaixada norte-americana promoveu recentemente um fórum entre empresas dos dois países, tentando incentivar investimentos conjuntos em países africanos lusófonos, e Katz afirma que este já deu frutos.

"Soube pelos meus adidos que já há quatro ou cinco exemplos de empresas que se encontraram no Fórum e que estão a tentar criar “joint ventures”para ir para África", adiantou.

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