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Sócrates ataca apelo "patético" de PSD ao voto dos socialistas mas Passos recusa "jogar à bulha"

No arranque da segunda semana de campanha, a maioria dos líderes centrou-se nas respectivas agendas, com o líder do PSD a deixar sem resposta José Sócrates, que o tinha acusado de fazer apelos patéticos ao voto.

Lusa 30 de Maio de 2011 às 19:44
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Num discurso duro contra o presidente do PSD, que caracterizou como "hesitante" e "sem convicções", o secretário-geral do PS considerou "patético" o apelo de Passos Coelho para captar o voto do eleitorado do centro esquerdo para um programa que considera ultra liberal.

Criticando o apelo do PSD ao eleitorado socialista, José Sócrates disse que nunca tinha visto apelar aos socialistas para "fazerem um voto inútil" contra tudo aquilo em que acreditam. Questionado sobre as declarações de José Sócrates, Passos Coelho não quis responder: "não dou nenhuma, nenhuma resposta", afirmou.

Mais tarde, o presidente do PSD justificou a recusa em responder afirmando que não quer "jogar à bulha com ninguém".

A manhã do secretário-geral socialista foi passada com personalidades da área da cultura, no final da qual acusou o PSD de pretender acabar com o Ministério da Cultura por preconceito ideológico, numa lógica de Estado mínimo e regulador.

Em Ponte de Lima, o líder social-democrata insistiu na dramatização sobre a escolha dos portugueses, retomando os avisos sobre a "tragédia" que poderá acontecer na Grécia e sublinhando que Portugal não pode correr riscos de ter um governo que não seja capaz de cumprir o acordo com a "troika".

Dedicando a intervenção ao tema da agricultura, Passos Coelho defendeu que o futuro do país passa "indiscutivelmente" pela agricultura e sublinhou que "nem vale a pena" lançar dúvidas sobre o empenhamento dos sociais-democratas neste sector.

Em campanha na Guarda, o líder do CDS-PP, Paulo Portas, defendeu que o Parlamento terá que trabalhar todo o verão: "Basta fazer as contas aos prazos, o Parlamento vai ter que trabalhar em Julho, vai ter que trabalhar em Agosto, vai ter que trabalhar em Setembro, se quer que Portugal seja um país que cumpre os seus compromissos para ganhar margem de manobra para melhorar alguns aspectos deste acordo", afirmou Paulo Portas aos jornalistas.

" tarde, Portas tinha falado do turismo para defender que é preciso garantir a "competitividade fiscal" no sector mas mostrou prudência quanto à forma alegando não dispor dos "dados da fiscalidade".

No Alentejo, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, dirigiu-se hoje às novas gerações para tentar acrescentar o "pequeno nada" que falta para votarem na CDU, garantindo que tem propostas para preservar os direitos que os pais conquistaram para elas.

Num almoço com mais de uma centena de apoiantes em Grândola, Jerónimo de Sousa referiu que a sociedade e os pais têm hoje um "problema novo" no que toca ao futuro dos filhos afirmando que o acordo da "troika" ameaça os direitos dos jovens à habitação e ao emprego.

Em entrevista à Agência Lusa, Jerónimo de Sousa defendeu que é preciso começar a pensar na saída de Portugal da zona euro, considerando que esse é um "grande debate nacional" que é preciso travar na sociedade portuguesa.

Em Coimbra, o coordenador do BE, Francisco Louçã, alertou para a "espiral da dívida" que arrasta a Grécia e a Irlanda para a "incapacidade de responder perante os seus povos", e voltou a exigir a reestruturação da dívida nacional e voltou a apelar ao voto dos indecisos e dos abstencionistas.

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