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Sócrates promete "passo firme" para responder aos desafios da crise

O secretário-geral do PS prometeu que o seu Governo terá "passo firme" no combate às dificuldades da conjuntura internacional e garantiu que o Estado apoiará o máximo possível cidadãos e empresas, mas sem entrar em "loucuras".

Negócios com Lusa 21 de Outubro de 2008 às 19:33
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O secretário-geral do PS prometeu que o seu Governo terá "passo firme" no combate às dificuldades da conjuntura internacional e garantiu que o Estado apoiará o máximo possível cidadãos e empresas, mas sem entrar em "loucuras".

As palavras de José Sócrates foram proferidas no final das Jornadas Parlamentares do PS, em Aveiro, num discurso que durou cerca de 30 minutos.

José Sócrates centrou o seu discurso nas respostas que o seu Governo deu à crise orçamental a partir de 2005 e nas medidas que a proposta de Orçamento do Estado para 2009 para responder á actual crise financeira internacional.

"É neste momento que é preciso passo firme para enfrentar os problemas", declarou Sócrates, dizendo, depois, que a "nenhum membro" do seu Governo "falta animo" para responder aos desafios.

"Sabemos para onde ir. Estamos aqui para enfrentar os problemas. Teremos passo firme para responder a esses problemas", declarou o primeiro-ministro, num discurso em que visou por várias vezes, implicitamente, o PSD e as suas propostas.

Na sessão de encerramento das Jornadas Parlamentares do PS, as primeiras palavras de José Sócrates destinaram-se a elogiar o triunfo do PS/Açores com maioria absoluta nas eleições regionais de domingo passado, e as últimas palavras a agradecer "a unidade, coesão e apoio sem mácula" dado pela bancada socialista ao Governo.

Num discurso muito centrado na proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2009, o secretário-geral do PS reiterou a ideia que o Governo, num contexto de crise financeira internacional, vai apoiar as empresas e as famílias "até onde é possível, mas sem entrar em aventuras ou loucuras".

Sócrates referiu-se a "alguns" políticos que queriam que o Governo fizesse uma política orçamental de tal forma expansionista, que o país voltasse a uma situação de défice excessivo.

Segundo o primeiro-ministro, contudo, caso Portugal regressasse aos défices superiores a três por cento, "os primeiros a pagar a factura do aumento dos juros da dívida seriam precisamente os empresários".

"Seria uma irresponsabilidade para o Estado e para a economia portuguesa. Para aqueles que agora reivindicam mais medidas importa perguntar: porque razão não fizeram isso quando estiveram no Governo, que não foi há tanto tempo como isso", questionou o líder socialista.

O primeiro-ministro defendeu depois que na proposta de Orçamento estão presentes medidas de apoio às empresas como a descida do IRC (nos primeiros 12500 euros), verbas para bonificações da linha de crédito de mil milhões de euros e uma redução dos pagamentos por conta.

Na componente do investimento público, Sócrates reivindicou um aumento em 2009, mas este capítulo foi também utilizado por si apara atacar os sociais-democratas.

"Seria uma irresponsabilidade se o Estado recuasse no investimento público nesta conjuntura de crise financeira mundial", disse, antes de deixar um recado indirecto à direcção do PSD.

"Alguns deveriam actualizar as suas leituras, observando o que escreve a este propósito Paul Krugmann, prémio Nobel da Economia", afirmou.

Após falar das medidas destinadas a apoiar as empresas, José Sócrates defendeu que a proposta do Orçamento reforça uma "nova geração de políticas sociais", através de um aumento dos abonos de família em 25 por cento, da consagração do abono pré-natal, da generalização do pagamento da 13ª prestação a todos os beneficiários do abono de família e do alargamento da acção social escolar.

"Nesta proposta de Orçamento a marca social está bem clara e isso honra um partido com a História do PS", advogou Sócrates, antes de fazer alusão às medidas previstas no Orçamento para apoio à habitação.

"Estas medidas só foram agora possíveis porque o Governo ganhou uma folga, depois de ter colocado as contas do país em ordem", afirmou - frase que repetiu várias vezes ao longo do seu discurso.

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