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Soares dos Santos pede acordo entre PSD e PS para 10 anos (act.)

O patrão da Jerónimo Martins diz que os dois principais partidos portugueses têm de chegar a um acordo para pelo menos os próximos 10 anos.

Alexandre Soares dos Santos é o 8º mais poderoso da economia
Negócios 22 de Outubro de 2013 às 09:56
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Um acordo de pelo menos 10 anos entre PSD e PS. É este o caminho para Portugal defendido por Alexandre Soares dos Santos, empresário, que no próximo dia 1 de Novembro deixa as suas funções na Jerónimo Martins.

 

No programa, "Olhos nos Olhos", com Medina Carreira, na TVI24, o patrão da Jerónimo Martins declarou: "A primeira coisa que é absolutamente necessário fazer é um acordo, a pelo menos 10 anos, entre os dois maiores partidos portugueses. É um problema de responsabilidade", acrescentando que só não será possível esse acordo se "se preocuparem mais com as autárquicas". Soares dos Santos lamentou não haver consenso em nada. 


O acordo, no entender do empresário, é relevante para atrair investimento. "Novos investimentos? Não sabendo se vai haver segundo resgate, sem saber qual é a política fiscal do futuro, não dá. Temos de transmitir confiança às pessoas. Portugal tem de as receber e perceber como serão os próximos 5 ou 10 anos".


Medina Carreira respondeu dizendo que "os dois maiores partidos não estão aqui para resolver coisa nenhuma. Estão para tratar do assalto ao orçamento". Mas Soares dos Santos replicou: "tem de haver alguém neste país que sente os líderes e diga meus filhos acabou a música. Há anos que sugeri isso numa reunião. Ninguém concordou comigo tirando o Dr. Vítor Constâncio", "porque acham que é impossível". 

 

"O Governo anuncia uma medida e lá está o senhor na televisão a dizer três coisas de asneiras em representação de um sindicato que representa apenas 8% da massa trabalhadora em Portugal. Os da oposição ainda não viram a lei e já estão contra. Estamos todos contra, não dá", declarou, pedindo uma atitude mais firme com a troika. 


Uma palavra também para o Tribunal Constitucional. Soares dos Santos não percebe por que é que o primeiro-ministro não se reúne com o Constitucional antes de aprovar uma lei. A separação de poderes? "E o bem do país? E o bem comum? O que nós fazemos nas companhias? Eu não tomo nenhuma decisão a sós. Se acho que tenho de tomar uma decisão qualquer, a primeira coisa que faço é chamar pessoas e perguntar o que é que vocês acham disto?".

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