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Sócrates diz que ainda é cedo para falar em descida de impostos

O primeiro-ministro considerou hoje ser ainda cedo para se falar em descida de impostos, alegando que o Governo terá primeiro de aferir o impacto da crise financeira mundial e a evolução da economia portuguesa em 2008.

Negócios com Lusa 10 de Março de 2008 às 15:35
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O primeiro-ministro considerou hoje ser ainda cedo para se falar em descida de impostos, alegando que o Governo terá primeiro de aferir o impacto da crise financeira mundial e a evolução da economia portuguesa em 2008.

As declarações de José Sócrates foram proferidas no final da cerimónia de assinatura de contratos de investimento da Galp para a modernização das refinarias de Matosinhos e Sines.

José Sócrates começou por fazer uma breve referência aos seus primeiros meses de exercício de funções governativas e fez questão de frisar que "nada daria maior satisfação a um primeiro-ministro e a um Governo do que baixar os impostos".

"Este Governo pediu mais impostos aos portugueses quando isso era necessário [em 2005], para consolidar as contas públicas. Ao fim destes anos, os esforços que pedimos aos portugueses têm já um resultado. Portugal venceu a crise orçamental", sustentou o chefe do Governo português

No entanto, segundo Sócrates, é "cedo para falar em descida de impostos, porque o Governo ainda não dispõe de todos os elementos".

"O Governo ainda não tem o número do défice orçamental em 2007 - apenas sabe que ficará abaixo dos três por cento -, ainda não sabe qual a execução orçamental destes primeiros meses de 2008, assim como desconhece a evolução da economia portuguesa no primeiro trimestre deste ano. Sem conhecer estes dados seria irresponsável descer impostos", disse, apontando os factores de ordem interna.

A estes factores nacionais José Sócrates juntou ainda um condicionalismo de ordem externa para defender a necessidade de "segurança" e "prudência" face a uma eventual decisão no sentido de descer impostos.

"A crise financeira mundial, que começou nos Estados Unidos, gerou incertezas e diminuiu expectativas. É preciso ter isso tudo em conta. Só tomaremos medidas com segurança, porque não queremos deitar fora o que foi conseguido pelo esforço dos portugueses nos últimos anos", respondeu o primeiro-ministro.

Contudo, de acordo com Sócrates, neste momento, na sequência da consolidação das contas públicas nacionais, a economia portuguesa está "mais bem preparada para responder à crise financeira".

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