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Solbes distingue Ibéria da Grécia mas alerta para a irracionalidade dos mercados

"O tema do risco de contágio é delicado e difícil. Diria que, de uma forma racional, os casos português e espanhol são diferentes da situação grega. Mas os mercados nem sempre são racionais", sustentou, esta tarde, Pedro Solbes, ex-comissário europeu e ex-ministro das Finanças espanhol, numa conferência na Escola de Gestão do Porto.

João Carlos Malta joaomalta@negocios.pt 04 de Maio de 2010 às 20:46
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“O tema do risco de contágio é delicado e difícil. Diria que, de uma forma racional, os casos português e espanhol são diferentes da situação grega. Mas os mercados nem sempre são racionais”, sustentou, esta tarde, Pedro Solbes, ex-comissário europeu e ex-ministro das Finanças espanhol, numa conferência na Escola de Gestão do Porto.

Solbes fez questão de salientar as diferenças entre o caso português e grego. A fiabilidade dos números publicados por Portugal, os compromissos específicos do PEC, o entendimento rápido dos principais partidos políticos e a história de compromisso e respeito pelas contas públicas jogam a favor do nosso país, alegou o ex-comissário. Já a Grécia foi identificada como um exemplo “em que a contabilidade criativa e a produção de números falsos” levaram a um estado de profunda crise.

Numa época em que as agências de “rating” têm debaixo de olho os países do Sul da Europa, Solbes referenciou ainda que os investimentos públicos continuam a ser necessários. No entanto, ressalvou, têm de ser olhados de forma criteriosa. “O retorno económico que esses investimentos têm deve ser olhados com grande atenção”, salientou.

O ex-ministro das Finanças espanhol referiu a moeda única como um elemento fundamental no crescimento económico e terá um papel muito importante para “ultrapassar a crise”. A ideia foi corroborada por Belmiro de Azevedo. A assistir à palestra de Solbes, o patrão da Sonae defendeu a ideia de que o Euro foi fundamental para a consolidação da União Europeia. “Sem o Euro a UE desmorona-se”, garantiu.

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