Política Sondagem: maioria prefere que o PS se entenda à esquerda

Sondagem: maioria prefere que o PS se entenda à esquerda

Numa altura em que o PSD de Rui Rio parece menos indisponível para acordos com o PS, a maioria do eleitorado revela uma preferência por entendimentos dos socialistas à esquerda. Margem de diferença não é muito grande.
Manuel Esteves 18 de fevereiro de 2018 às 18:00

A maioria dos portugueses prefere que o PS se entenda com os partidos à sua esquerda. Porém, a diferença não é grande e a opinião dos portugueses é muito condicionada pelo seu posicionamento político.

Estas são as principais conclusões de uma sondagem realizada pela Aximage para o Negócios e o Correio da Manhã. "O que é melhor para os portugueses, que o PS dê prioridade a entendimentos à esquerda com o Bloco de Esquerda e o PCP ou dê prioridade a entendimentos à direita, com o PSD e o CDS?" A esta pergunta, 47,5% dos inquiridos respondeu que os socialistas devem fazer acordos à esquerda, enquanto 39,6% tem a opinião contrária.  

A posição dos portugueses é muito influenciada pelas suas opções políticas. Os eleitores que dizem votar no PS, Bloco ou PCP preferem claramente entendimentos à esquerda, ao passo que os eleitores que votam no PSD ou no CDS defendem entendimentos dos socialistas à direita.

À esquerda, o entusiasmo com os acordos à esquerda é maior entre comunistas e bloquistas do que entre socialistas: 95% dos eleitores da CDU preferem acordos do PS à esquerda, percentagem que desce ligeiramente para 89% entre os eleitores do Bloco. No PS, é também uma maioria clara a que escolhe entendimentos à esquerda, rondando os 70%.

Já à direita, passa-se o contrário e de forma enfática: no CDS, 92% dos eleitores preferiam que o PS se entendesse com a direita. No PSD – agora liderado por Rui Rio que já admitiu acordos sectoriais com o PS – essa percentagem desce para 83,2%.


A questão da idade não parece interferir na escolha dos portugueses, com uma excepção clara: os reformados preferem acordos à esquerda (47%) e não à direita (33%). Em termos regionais, e seguindo a tendência política de um país cujo Sul se inclina à esquerda e o Norte à direita, a sondagem da Aximage mostra que na Área Metropolitana de Lisboa (tal como no Porto) e no Sul se defende acordos do PS à esquerda, enquanto no Norte e Centro a preferência vai para a direita.



FICHA TÉCNICA

Universo indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel.Amostra aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um sub-universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 603 entrevistas efectivas: 285 a homens e 318 a mulheres; 58 no Interior Norte Centro, 80 no Litoral Norte, 108 na Área Metropolitana do Porto, 109 no Litoral Centro, 168 na Área Metropolitana de Lisboa e 80 no Sul e Ilhas; 101 em aldeias, 160 em vilas e 342 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral. Técnica Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido nos dias 3 a 6 de Fevereiro de 2018, com uma taxa de resposta de 76,6%. Erro probabilístico Para o total de uma amostra aleatória simples com 603 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma "margem de erro" - a 95% - de 4,00%). Responsabilidade do estudo Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz.






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