Política Sondagem: PS ganha margem nas intenções de voto. PSD protagoniza maior queda

Sondagem: PS ganha margem nas intenções de voto. PSD protagoniza maior queda

Apesar de o PSD ter registado uma descida nas intenções de voto face a Novembro, Passos Coelho foi o líder partidário que viu a sua popularidade aumentar de forma mais expressiva.
Sondagem: PS ganha margem nas intenções de voto. PSD protagoniza maior queda
Miguel Baltazar/Negócios
Negócios 15 de dezembro de 2017 às 13:10

O Partido Socialista alargou a sua vantagem nas intenções de voto dos portugueses, enquanto o PSD perdeu terreno neste último mês do ano.


O mais recente barómetro da Eurosondagem para o Expresso e SIC, revelado esta sexta-feira, 15 de Dezembro, mostra que os socialistas subiram duas décimas nas intenções de voto (40,2%) mantendo-se acima dos 40% desde Junho.

Já o PSD desceu meio ponto percentual face à anterior sondagem – a maior queda nas intenções de voto - para se fixar em 27,9%. Os sociais-democratas permanecem abaixo da barreira dos 30%, uma tendência que, de acordo com o Expresso, se verifica desde o início do ano.

Em sentido inverso, o CDS protagonizou a maior subida, avançando três décimas para 6,9%. O acréscimo não foi, contudo, suficiente para superar a CDU, que escalou uma décima nas intenções de voto (7%), enquanto o Bloco caiu na mesma medida para 8,6%.

Os participantes deste barómetro foram inquiridos entre os dias 6 e 12 de Dezembro, já durante a revelação do escândalo Raríssimas e depois da aprovação do Orçamento do Estado para 2018, marcado por vitórias do PCP e Bloco.

Contrariando a queda da confiança no seu partido, Passos Coelho foi o líder que viu a sua popularidade aumentar de forma mais expressiva em Dezembro. O antigo primeiro-ministro subiu três pontos para 5,9%. Em termos absolutos, Passos Coelho só fica atrás de Catarina Martins, que viu a sua popularidade subir 1,5 pontos para 3,4%.

António Costa avança 0,3 pontos para 32,6% e Jerónimo de Sousa regista a única descida, recuando 1,1 pontos para 4,8%. Ainda que o chefe do Executivo tenha angariado mais votos favoráveis face ao inquérito de Novembro, o Governo ficou sete décimas menos popular.

No que respeita ao Presidente da República, a tendência mantém-se: Marcelo Rebelo de Sousa soma 0,5 pontos para um saldo total de 63%.