Política Sondagem: PSD de Rio sobe para valor mais alto desde 2016

Sondagem: PSD de Rio sobe para valor mais alto desde 2016

A sondagem da Aximage para o Negócios e o Correio da Manhã mostra que o "novo" PSD reforçou a tendência de recuperação face ao PS. Em Março, os sociais-democratas subiram para 27% das intenções de voto, o melhor registo desde 2016. Já o PS cai para o valor mais baixo desde Outubro.
David Santiago 09 de março de 2018 às 18:00

Com Rui Rio ao leme do PSD, os sociais-democratas aceleraram a tendência de recuperação iniciada em Outubro do ano passado, subindo mesmo para o valor mais alto nas intenções de voto desde 2016. Por sua vez, o PS cai nas intenções de voto pela primeira vez em quatro meses.

Estes dados constam da sondagem da Aximage para o Negócios e o Correio da Manhã e mostram que, em Março, o PSD subiu 0,6 pontos percentuais para 27% das intenções de voto, o máximo desde os 27,4% registados em Dezembro de 2016. Já o PS recua 1,4 pontos para 39,2%, o que representa o menor valor nas intenções de voto desde Outubro do ano passado, altura que culminou um período difícil para o Governo com os incêndios de Junho e desse mês e ainda o caso de Tancos.


Sendo certo que o PSD vem subindo no barómetro da Aximage há seis meses consecutivos, o crescimento alcançado entre Fevereiro e Março - primeiro mês desde que o partido é presidido por Rio, que assumiu formalmente a liderança social-democrata no Congresso de meados de Fevereiro - representa a maior subida em quatro meses. Por outro lado, a distância agora verificada entre os dois maiores partidos (12,2 pontos percentuais) é menor do que era em Dezembro de 2016 (12,7 pontos).

Além dos sociais-democratas, só o Bloco de Esquerda sobe face a Fevereiro, com os bloquistas a avançarem de 8,8% para 10%. A CDU (coligação entre PCP e PEV) recua ligeiramente para 7,4% e o CDS perde quase um ponto percentual para 5,4% das intenções de voto. Juntos, PSD e CDS (que vão concorrer às legislativas de 2019 em listas separadas), valem agora 32,4%, ainda assim abaixo das intenções de voto recolhidas pelos socialistas.

Apesar da quebra do PS nas intenções de voto, o estudo de opinião da Aximage mostra que as expectativas em relação ao Governo chefiado pelo líder socialista António Costa aumentaram pelo terceiro mês seguido para os 59 pontos. 

Costa ganha popularidade e Rio perde

Os níveis de popularidade de António Costa e Rui Rio assumiram evoluções inversas às registadas nas intenções de voto pelo PS e pelo PSD. Se o secretário-geral do PS aumentou os níveis de aceitação junto dos portugueses, o presidente do PSD perdeu popularidade ao cabo de menos de um mês como líder social-democrata. Depois de em Fevereiro se ter estreado na avaliação aos líderes partidários medida pela Aximage com uma nota de 12,1 (muito próxima dos 12,7 então obtidos por Costa), Rio recua em Março para 11,6. 

O presidente "laranja" fica pouco acima da nota de 11,3 conseguida pela coordenadora bloquista, Catarina Martins. O secretário-geral comunista, Jerónimo de Sousa, e a presidente centrista, Assunção Cristas, mantêm avaliações negativas com notas de 9,9 e 9,3, respectivamente. 

No que diz respeito à avaliação feita aos membros do Governo, o ministro das Finanças e líder do Eurogrupo, Mário Centeno, é considerado o melhor elemento da equipa de Costa por 40,4% dos entrevistados pela Aximage. No pólo oposto, é Adalberto Campos Fernandes, ministro da Saúde, que surge classificado como o pior governante por 17,7% dos inquiridos, isto numa fase em que há vários hospitais públicos numa situação de quase ruptura. 

Rio aproxima-se de Costa na confiança para primeiro-ministro

Ao contrário da popularidade, Rio aproximou-se de Costa na confiança recolhida para o desempenho do cargo de chefe do Governo. Questionados sobre em quem têm maior confiança para liderar o Governo, em António Costa ou Rui Rio, 62,9% dos entrevistados pela Aximage escolhem o líder socialista e 27,8% o presidente do PSD. 

 
Apesar da grande distância, Rio recupera face aos 22% registados em Fevereiro e Costa perde relativamente aos 64,1% obtidos no mês passado.




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