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Sousa Tavares: “Não vou pedir desculpa” a Cavaco

"Nada na vida é a feijões. Quem se expõe, corre riscos e deve estar preparado para pagar por eles", argumentou. "Se for condenado, paciência".

Negócios 06 de Junho de 2013 às 10:21
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Miguel Sousa Tavares afirmou em entrevista à RTP, concedida na quarta-feira à noite, que não irá pedir desculpa a Cavaco Silva, e que nem o faria se tal lhe valesse o arquivamento do processo-crime que lhe foi instaurado pelo Ministério Público por ter qualificado o Presidente da República de "palhaço". "Não vou fazê-lo", disse o escritor, que voltou no entanto a considerar ter cometido um "deslize em relação ao Chefe de Estado" durante a entrevista ao Jornal de Negócios.

 

"Nada na vida é a feijões. Quem se expõe, corre riscos e deve estar preparado para pagar por eles", argumentou. "Se for condenado, paciência".

 

A Procuradoria Geral da República abriu um inquérito a Miguel Sousa Tavares na sequência da sua entrevista ao Negócios, considerando essa declaração susceptível de configurar um crime de ofensa à honra do Presidente da República.

 

O Negócios publicou uma entrevista a Miguel Sousa Tavares sob o título "Beppe Grillo? Nós já temos um palhaço. Chama-se Cavaco Silva", tendo a PGR considerado que "as expressões proferidas são susceptíveis de integrar a prática do crime de ofensa à honra do Presidente da República, previsto no artigo 328.º do Código Penal".

 

Miguel Sousa Tavares considerou posteriormente normal que o Presidente da República tenha pedido à Procuradoria Geral da República para abrir um inquérito às suas declarações, tendo admitido ter sido "excessivo".

 

Em declarações à agência Lusa, o escritor e cronista considerou ter-se tratado de um "deslize" pelo qual vai responder. Acrescentou que a frase foi dita "no contexto de uma entrevista e posta num título garrafal em que toda a gente vê", o que "aumenta o efeito". "Não sou responsável sobre isso, nem sou responsável pela frase porque eu não disse o Presidente da República é um palhaço", disse.

 

"Perguntaram-me não teme que apareça um palhaço aqui e eu disse já temos um; fui atrás da

O pior que nos pode acontecer é um Beppe Grillo, um Sidónio Pais. Mas não por via militar. Nós já temos um palhaço. Chama-se Cavaco Silva. Muito pior do que isso, é difícil".

 

Miguel Sousa Tavares diz que se excedeu "não pelo professor Cavaco Silva enquanto político, mas pelo chefe de Estado que é uma entidade que eu respeito". "É muito simples, eu não tenho nenhuma consideração política pelo professor Cavaco Silva, conforme é público, mas tenho pelo chefe de Estado, seja ele quem for e nesse sentido reconheço que não devia ter dito aquilo, mas de facto fui arrastado pela pergunta, não é uma coisa que me tenha saído a mim espontaneamente ", admitiu.

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