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Standard & Poor"s corta o "rating" da Irlanda para "AA-" (act)

A agência de notação de risco cortou um nível à qualidade de crédito da Irlanda, para reflectir as maiores necessidades de recapitalização do sistema financeiro.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 25 de Agosto de 2010 às 07:58
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Nos novos cálculos dos analistas da S&P as necessidades de recapitalização dos bancos do país passaram de 35 mil milhões de euros para 50 mil milhões de euros, um esforço que pode contrariar a tentativa de consolidação orçamental que está a ser levada a cabo pelo país.

Ontem a agência de notação tinha já dito que esta descida do “rating” era possível, no caso de as necessidades de financiamento do sistema bancário irlandês serem consideradas mais elevadas.

“Outra revisão em baixa ainda é possível, se os custos orçamentais de apoio ao sistema bancário continuarem a crescer, ou se outros desenvolvimentos económicos adversos enfraquecerem a capacidade do governo de atingir os objectivos orçamentais de médio prazo”, adverte a agência de “rating” em comunicado citado pela Bloomberg.

Mesmo depois desta descida de "rating" – esta é a mais baixa notação que o país recebe desde 1995 – a classificação da dívida soberana da Irlanda encontra-se um nível acima da atribuída às obrigações de Itália e três níveis acima da classificação que a S&P confere à dívida portuguesa. Para deter obrigações irlandesas, os investidores estão a exigir um prémio de 318 pontos base face à divida alemã.

A agência de emissão de dívida da Irlanda disse que a análise da Standard & Poor’s é “imperfeita” e que se baseia numa estimativa de necessidades de recapitalização da banca que é “exagerada” e informou que as necessidades de financiamento do país estão garantidas até ao segundo trimestre de 2011.

O país tenciona reduzir o seu défice orçamental para um nível abaixo do limite da União Europeia de 3% até ao final de 2014, depois de o indicador ter atingido o valor mais alto da região, 14,6%, em 2009. A Moody's, outra das três grandes agências de "rating", prevê que neste ano o défice se eleve a um novo recorde, 19,8%, precisamente por causa das necessidades de recapitalização da banca.

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