Função Pública STE: Só 40 mil funcionários públicos progrediram em Janeiro

STE: Só 40 mil funcionários públicos progrediram em Janeiro

Apenas 40 mil trabalhadores da administração pública progrediram nas carreiras e nas remunerações em Janeiro, o que o STE considerou tratar-se de um universo diminuto.
STE: Só 40 mil funcionários públicos progrediram em Janeiro
Bruno Colaço/Correio da Manhã
Lusa 26 de fevereiro de 2018 às 16:53
O Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) disse hoje que apenas 40 mil trabalhadores da administração pública progrediram nas carreiras e nas remunerações em janeiro e considerou tratar-se de um universo diminuto.

"Aquilo que sabemos é que apenas 125 serviços fizeram progressão das remunerações e das carreiras em janeiro, abrangendo cerca de 40 mil trabalhadores da administração pública. É, claramente, um universo diminuto", disse a presidente do STE, Maria Helena Rodrigues, que falava aos jornalistas após uma reunião com a secretária de Estado da Administração e Emprego Público, Maria de Fátima Fonseca, no Ministério das Finanças.

A sindicalista disse que os números não surpreendem e que espelham o tratamento "menos razoável" dado aos trabalhadores, "não só aos da administração pública".

Maria Helena Rodrigues esclareceu ainda que os atrasos nos pagamentos serão pagos com retroativos.

"Os atrasos são pagos com retroativos e também são justificados com tudo aquilo que são as parametrizações dos sistemas informáticos. Aquilo que dizemos é que, quando foi para os cortes remuneratórios, os sistemas informáticos programaram-se muito rapidamente", concluiu.

Ainda hoje a secretária de Estado vai reunir-se com Federação dos Sindicatos de Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (FESAP), afeta à UGT, e com a Frente Comum.

Na última ronda negocial, o Ministério das Finanças garantiu que vai corrigir a situação dos trabalhadores que ganham o salário mínimo (assistentes operacionais) e que têm direito a progredir. Estes funcionários ficarão assim colocados na quarta posição remuneratória no momento do descongelamento e não na terceira.

Com a alteração, os assistentes operacionais passam a receber 635,07 euros e não 583,58 euros de remuneração. Porém, o ministério ainda não revelou quantos destes trabalhadores serão abrangidos nem quanto custa a medida.

O Governo estima que cerca de 80% dos funcionários públicos terão direito a progredir na carreira este ano, estando prevista no Orçamento do Estado uma despesa líquida de 211 milhões de euros com a medida.

As progressões são pagas de forma faseada, em dois anos, sendo a primeira tranche de 25% do valor total.



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mais votado Anónimo 26.02.2018

E já foi demais. Porque é que haveriam de progredir se metade são excedentários desde há mais de uma década e outra metade o será na próxima?

comentários mais recentes
pertinaz 26.02.2018

ESTÃO ADMIRADOS...???

ATÉ O MINISTRO DA SAÚDE VAI APRESENTAR A DEMISSÃO...!!!

Anónimo 26.02.2018

Decretar trabalho excedentário, carreiras fictícias, pensões generosas para as quais não se descontou e investiu, obras que não precisam ser feitas, ou o uso e abuso indiscriminado para todos os fins de títulos que não passam disso mesmo, nunca criou valor... e a criação de valor não se decreta. Saber criar valor passa por saber oferecer no mercado algo com real procura, e que quanto mais procura tiver num mercado concorrencial, mais elevado valor verá o seu preço de mercado atingir e mais probabilidade terá de enriquecer quem por bem esteve na origem desse valor criado.

Mr.Tuga 26.02.2018

"só "?!?!
Todso os FP no TOPO DE CARREIRA!!!!!!!!!!!!!!!

Anónimo 26.02.2018

Quando foi para cortar salários foi tudo feito num instante. Ai o sistema informático não foi obstáculo... enfim...

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