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STE: Governo "não sabe ainda como dar a volta" à TSU

No final do primeiro encontro com o Governo, o presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) defendeu que os cortes orçamentais não devem incidir sobre os salários.

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Foi uma "não reunião", disse o presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado, no final de um breve encontro com o Governo para começar a discutir as políticas remuneratórias para 2013.

Aos jornalistas, Bettencourt Picanço afirmou que a reunião esteve "ensombrada" pela questão do aumento em sete pontos percentuais da taxa contributiva a cargo dos trabalhadores.

"O secretário de Estado da Administração Pública não sabe ainda neste momento como dar a volta a esta questão. Estão todos à espera daquela que será a decisão do Governo no seguimento da reunião de concertação social", marcada para dia 24, afirmou o presidente do STE, em declarações aos jornalistas. "Daí que esta é a chamada não reunião".

"Esperamos que haja ainda um momento na concertação social em que o Governo dê um passo à retaguarda e considere que os trabalhadores não podem ser o alvo das medidas de redução dos salários. Há outras áreas onde o Governo pode fazer incidir os cortes necessários".
O STE entende que é possível renegociar os juros.

"Aquilo que esperamos é que haja um caminho alternativo. A não haver um caminho alternativo prosseguido por este Governo só há uma hipótese: é mudar de Governo".

Governo confirma novos cortes nas pensões

Bettencourt Picanço acrescentou, no entanto, que da reunião saiu a confirmação das medidas que foram anunciadas pelo ministro das Finanças.

"Na prática nada tivemos a não ser as justificações dos cortes nas remunerações dos trabalhadores e das pensões dos aposentados". A estes últimos será aplicado, no próximo ano, um corte adicional de 3,5% a 10% para pensões superiores a 1.500 euros. "Trabalhadores e aposentados preparam-se para sofrer novos cortes", disse, referindo ainda a alteração nos escalões do IRS.

Já as propostas do STE, que incluem a revisão da despesa com as parcerias público-privadas e nas transferências para empresas públicas, não terão sido aceites pelo Governo.

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