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Strauss-Kahn fica em prisão preventiva (act)

A juíza do tribunal Nova Iorque, que ouviu Dominique Strauss-Kahn determinou que este permanecesse prisão preventiva devido ao perigo de fuga.

Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 16 de Maio de 2011 às 17:54
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Dominique Strauss-Kahn vai ficar em prisão preventiva. O tribunal de Nova Iorque que ouviu o "número um" do Fundo Monetário Internacional determinou como medida de coacção a prisão preventiva, sem direito a fiança, avança a Bloomberg.

A defesa do director-geral do FMI tinha pedido para este ficasse a residir em Nova Iorque com a filha até ao julgamento. No entanto, o juíz foi mais sensível aos argumentos do Ministério Público que davam conta do perigo de fuga. O assistente do procurador do Ministério Público disse à juíza que Strauss-Kahn "não tinha praticamente nenhum incentivo para permanecer no país". E adiantou ainda que as autoridades não tinham conhecimento a que documentos Strauss-Kahn tinha acesso de forma a conseguir viajar, adianta a mesma fonte.

Strauss-Kahn foi detido no passado dia 14, dentro de um avião com destino a Paris. O director-geral do FMI já se encontrava dentro do aparelho, quando as autoridades de Nova Iorque o impediram de deixar os Estados Unidos.

O líder do FMI, que surgiu esta segunda-feira no tribunal com um ar cansado e cabisbaixo, está agora acusado entre outros crimes de tentativa de violação, abuso sexual e acto sexual criminoso, escreve a Associated Press.

Strauss-Kahn declarou-se inocente e os seus advogados afirmaram que o seu cliente não tinha fugido do hotel. Adiantaram ainda que a pessoa que esteve a almoçar com ele irá testemunhar isso mesmo. Já hoje vieram a público notícias que davam conta que Strauss-Kahn teria estado a almoçar com a filha à hora do alegado crime, sendo ela, o álibi do francês.

Contudo, segundo a Bloomberg que cita fonte policial, a emprega do hotel, que alegadamente foi vítima de tentativa de abuso sexual, identificou o responsável máximo do FMI.

A audiência esteve agendada para ontem, no entanto, a data foi alterada porque as autoridades pediram uma perícia física - que Strauss-Kahn autorizou. As autoridades procuram vestígios de ADN e arranhões, segundo revelou o advogado de defensa, citado pela Bloombreg.

A próxima audiência está marcada para o dia 20 de Maio.

FMI e a presidência francesa

A ajuda financeira a Portugal já foi aprovada pelos ministros das Finanças da Zona Euro, reunidos em Bruxelas. Dominique Strauss-Kahn era também, até aos acontecimentos do último fim-de-semana, para estar presente no encontro. O conselho de administração do FMI esteve reunido esta segunda-feira para debater a questão judicial em que se encontra o director-geral, bem como, o disponibilizar das verbas correspondentes à segunda e terceira tranche de ajuda financeira à Irlanda.

O francês, de 62 anos, era apontado como um dos candidatos melhor posicionados para ocupar a liderança dos socialistas franceses e concorrer às próximas eleições presidenciais, contra Sarkozy.
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