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Subida do salário mínimo para 500 euros em debate

Patrões e sindicatos começam esta quinta-feira a discutir bilateralmente o aumento do salário mínimo, desafiando a posição oficial do Governo. As propostas variam, mas a maioria considera que seria razoável que o primeiro-ministro recuasse nesta matéria, decidindo aumentar o salário mínimo em 15 euros para 500 euros brutos mensais.

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Os sindicatos defendem que a actualização deve ser imediata, enquanto os patrões (CIP e CCP) consideram que tal não deve ocorrer antes de 2014.

A UGT tem defendido a subida imediata para os 500 euros, enquanto a CCP prefere que esse valor seja alcançado em Janeiro. "Estamos dispostos a negociar a subida do salário mínimo para 500 euros e a dar, depois disso, um segundo passo", diz João Vieira Lopes. "Não nos repugna que entre em vigor este ano, mas o mais provável é que seja em 2014" acrescenta, salientando que há sectores que não podem suportar subidas imediatas.

Questionado sobre o assunto, António Saraiva (na foto) responde que a CIP "não se opõe" à subida para 500 euros, "desde que a decisão assente em critérios como a produtividade, e a comparação com o valor praticado em países que competem com Portugal" e com contrapartidas para os sectores mais afectados, como a confecção.

Já Arménio Carlos, que tem defendido o valor de 515 euros, afirma que adiar o aumento do salário mínimo para 2014 é "empurrar com a barriga". O secretário-geral da CGTP acredita que das negociações sairá uma proposta com um valor concreto. A CGTP quer ainda promover aumentos por contratação colectiva e defende por isso a eliminação das restrições às portarias de extensão.

A decisão será do primeiro-ministro, que está contra o aumento. "Seria o maior presente envenenado que podíamos dar às empresas, aos portugueses e ao País", afirmou Passos Coelho na sexta-feira.

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