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Taxa de juro implícita no crédito à habitação sobe pela primeira vez este ano

A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação aumentou pela primeira vez este ano, no mês de Setembro, fixando-se nos 3,730%. Os juros dos contratos celebrados nos últimos três meses também aumentaram, situando-se nos 3,426%.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 25 de Outubro de 2004 às 11:00

A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação aumentou pela primeira vez este ano, no mês de Setembro, fixando-se nos 3,730%. Os juros dos contratos celebrados nos últimos três meses também aumentaram, situando-se nos 3,426%.

A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação aumentou 0,003 pontos percentuais (pp), fixando-se nos 3,730%, subindo pela primeira vez este ano, mas mantendo-se abaixo do valor de Julho, de acordo com dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

A taxa de juro dos contratos celebrados nos últimos três meses avançou 0,115 pp situando-se em 3,426%. Nos contratos celebrados nos últimos seis meses e nos últimos 12 meses também subiram e fixaram-se nos 3,373% e nos 3,377%, respectivamente.

A subida mensal da taxa de juro implícita no conjunto dos contratos em vigor reflectiu-se nos três destinos de financiamento. Nos contratos para «aquisição de terreno para construção de habitação» registou-se um avanço de 0,005 pp para os 3,240%, nos contratos para «construção de habitação» e nos para «aquisição de habitação» a subida foi de 0,004 pp, no primeiro caso a taxa fixou-se nos 3,703% e no segundo nos 3,738%.

Nos contratos celebrados nos últimos três meses os únicos que verificaram uma queda foram os de «aquisição de terreno para construção de habitação», que se fixaram nos 3,915%.

Tanto no Regime Geral como no Regime Bonificado observaram-se avanços, com as taxas a situarem-se nos 3,505% e nos 4,078%, respectivamente, face ao mês de Agosto.

Nos Regimes Bonificado Jovem e Bonificado Não Jovem as taxas aumentaram pois a parcela suportada pelo Estado diminuiu.

Capital em dívida e prestação vencida aumentam em Setembro

O valor médio do capital em dívida aumentou no mês de Setembro em 278 euros para um total de 45.684 euros, quando comparado com Agosto. Os contratos celebrados nos últimos três meses observaram um acréscimo mensal do capital em dívida de 2,3 mil euros para 69.403 euros.

O valor médio da prestação vencida também avançou. No conjunto dos contratos em vigor o aumento foi de um euro face ao mês anterior para os 267 euros e nos contratos mais recentes fixou-se nos 312 euros.

No Regime Geral, o valor médio do capital em dívida aumentou 541 e no Regime Bonificado recuou 127 euros para 47.068 e 43.703 euros, respectivamente.

Os contratos associados à «aquisição de terreno para construção de habitação» são os que têm um valor médio de capital em dívida mais elevado, nos 74.123 euros, e registaram um acréscimo de 756 euros por contrato.

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