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Taxas Euribor mantêm tendência de subida

As taxas Euribor continuam a valorizar, mantendo-se em máximos de Dezembro de 2007, a reflectir a especulação de um possível aumento de juros por parte do Banco Central Europeu (BCE). A Euribor a 12 meses superou hoje, pela primeira vez em mais de sete an

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 23 de Abril de 2008 às 10:56
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As taxas Euribor continuam a valorizar, mantendo-se em máximos de Dezembro de 2007, a reflectir a especulação de um possível aumento de juros por parte do Banco Central Europeu (BCE). A Euribor a 12 meses superou hoje, pela primeira vez em mais de sete anos, os 4,9%.

A Euribor a seis meses aumentou hoje para os 4,865% e a taxa a três meses subiu para os 4,829%, ambas em máximos de 18 de Dezembro. Já a Euribor a 12 meses avançou para os 4,933%, o que representa o valor mais elevado de Dezembro de 2000.

Estas taxas estão a reflectir a especulação em torno de novos aumentos de juros por parte do BCE, com o intuito de controlar a inflação. Ainda ontem Christian Noyer, membro do conselho de governadores da autoridade monetária para a Zona Euro, referiu que o BCE está atento à evolução da inflação e que se for preciso actua, afirmando que é possível haver uma nova subida de juros.

"O nosso grande problema é garantir que a inflação regresse abaixo de 2%, no próximo ano", afirmou o responsável numa entrevista à rádio RTL, citada pela agência Bloomberg. "Faremos o que for necessário para isso", acrescentou Noyer sublinhando que "se for preciso vamos mexer nas taxas de juro".

Estas declarações, que não surgiram isoladas – outro membro do BCE (Axel Weber) também já tinha sugerido a possibilidade de um aumento –, provocaram novos aumentos das taxas Euribor.

Outra questão que tem impulsionado estas taxas está relacionada com a instabilidade que se vive nos mercados financeiros. É que as taxas Euribor, além de indexantes nos empréstimos, são taxas interbancárias, ou seja, são os juros que os bancos cobram entre si para se financiarem. E como tem havido mais procura de capital por parte dos bancos, os que têm dinheiro para emprestar acabam por cobrar mais juros elevados.

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