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Teixeira dos Santos: Portugal só tem financiamento até Maio

O ministro das Finanças demissionário espera, por isso, que a ajuda do FMI seja activada em Junho. Em entrevista à Reuters, Teixeira dos Santos sublinha ainda que as medidas de austeridade a implementar poderão ser "mais duras" do que o PEC IV.

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 12 de Abril de 2011 às 16:15
O Governo português espera que a ajuda financeira do FMI seja finalizada e aprovada em meados de Maio, de forma a estar apta a cobrir as necessidades de financiamento de Junho, afirmou hoje Teixeira dos Santos em entrevista à Reuters.

"Temos as necessidades de financiamento satisfeitas até Junho. Mas em Junho vamos necessitar da activação do programa", explicou o ministro.

Portugal tem um reembolso de dívida no valor de 4,9 mil milhões de euros, a 15 de Junho. Teixeira dos Santos sublinhou, na mesma entrevista, que o reembolso de dívida de 4,2 mil milhões de euros de 15 de Abril está assegurado, bem como o de Maio.

"Esperamos finalizar o programa até meados de Maio e esperamos que a 16 de Maio, na reunião do Eurogrupo, possamos aprovar o programa e também a ajuda financeira que pedimos", salientou o ministro.

Os membros das equipas técnicas da Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional começaram hoje a chegar a Lisboa, dia em que está marcada a primeira reunião formal entre as equipas destas três instituições com Portugal.

Quanto ao valor da ajuda, Teixeira dos Santos considera "prematuro" falar sobre o mesmo. Recorde-se que a Comissão Europeia estima que ronde os 80 mil milhões de euros.

"Poderá subir ou poderá não ser necessário. Será à volta disso", explicou Teixeira dos Santos.

Teixeira defende compromisso entre Governo e oposição antes de eleições

O ministro afirmou ainda que é crucial um compromisso entre o País e os partidos políticos sobre o programa antes das eleições de 5 de Junho.

"Enfrentamos uma situação na qual precisamos de compromisso de todo o País", afirmou, acrescentando que "obviamente não chega o compromisso do Governo. Para tal é preciso o compromisso do País, incluindo outros partidos".

O responsável alertou ainda para o facto das medidas de austeridade a implementar virem a ser "mais duras" do que as contempladas no PEC IV, apesar deste último ser o ponto de partida. Isto porque, segundo o responsável, a situação financeira do País tem vindo a deteriorar-se desde a rejeição do PEC IV.
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