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Teixeira dos Santos defende governação económica comunitária para restaurar confiança da Zona Euro

O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, considerou ontem que a sustentabilidade das contas públicas, o crescimento económico e a governação económica a nível comunitário são os três grandes desafios da Europa e da Zona Euro.

Lusa 23 de Maio de 2010 às 01:37
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O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, considerou ontem que a sustentabilidade das contas públicas, o crescimento económico e a governação económica a nível comunitário são os três grandes desafios da Europa e da Zona Euro.

"Neste momento, a Europa e a zona Euro enfrentam 3 grandes desafios: a sustentabilidade das suas finanças, o crescimento económico e a governação económica a nível comunitário", afirmou Teixeira dos Santos, que participava no 25.º aniversário da Associação dos Antigos Alunos da Faculdade de Economia do Porto, onde se licenciou.

Teixeira dos Santos admitiu que "a crise tem apontado as fragilidades da construção do euro", o que, acrescentou, faz da "criação de um mecanismo de estabilização ao nível do euro um passo fundamental".

"Temos que trabalhar afincadamente nesse sentido a nível europeu e nacional e temos que dar sinais de que somos capazes de restaurar a confiança. Se não, o que teremos pela frente será uma situação ainda mais gravosa do que a falência da Lehman Brothers, porque a liquidez vai secar", disse hoje o ministro das Finanças.

"Não podemos falhar este desafio que temos pela frente", realçou na Faculdade de Economia da Universidade do Porto para uma plateia constituída por antigos alunos da instituição. Segundo Teixeira dos Santos, "vivemos a última década muito convencidos que o euro era o guarda-chuva protector, o que foi confirmado pelos bons resultados que a Zona Euro teve, mas o guarda-chuva não resistiu ao efeito da crise", admitiu o ministro das Finanças.

"O eclodir da crise financeira veio por a nu a fragilidade da política orçamental", o que levou a "uma inversão completa", passando da tónica na recuperação económica para um "esforço de contenção para reduzir o défice". O ministro realçou que "tudo mudou. Houve uma inversão da prioridade e agora o que se diz é consolidação já e em força", disse, justificando "a necessidade de enveredar por medidas de aumento de impostos".

"Tivemos que avançar com medidas que não queríamos como o aumento de impostos, mas era impossível ser assente apenas na redução da despesa", acrescentou. Segundo o responsável das Finanças, há ainda que "ter políticas mais exigentes que limitem as despesas, que não podem crescer como cresceram nos últimos anos, porque é insustentável".
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