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Teixeira dos Santos: Portugal não precisa de ajuda e é diferente da Irlanda

O ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, assegurou hoje, em Bruxelas, que Portugal tem condições para continuar a financiar-se nos mercados financeiros apesar do aumento verificado nos últimos dias dos juros associados à sua dívida.

Lusa 16 de Novembro de 2010 às 16:38
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"Estamos em condições de continuar a ir ao mercado nas condições actuais", disse Fernando Teixeira dos Santos, à entrada para uma reunião dos ministros das Finanças da Zona Euro dominada pelos perigos para a recuperação económica europeia da instabilidade nos mercados financeiros provocada pelo aumento do preço da divida pública da Irlanda, e já depois de as conversações entre a Irlanda, a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional serem conhecidas.

Também antes do início da reunião ministerial, o comissário europeu dos Assuntos económicos anunciou o início das negociações entre o Banco Central Europeu (BCE), Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional (FMI) para "resolver os graves problemas" dos bancos irlandeses.
"A Comissão trabalha com o BCE e o FMI e claro que com as autoridades irlandesas tendo em vista a resolução dos graves problemas do sector bancário irlandês", declarou Olli Rehn aos jornalistas.

Os responsáveis irlandeses anunciaram anteriormente que não precisavam de recorrer ao mercado de dívida até meados de 2011.

"Portugal está focado só numa coisa, continuar a financiar-se no mercado", insistiu Teixeira dos Santos.

O ministro português não escondeu terça-feira os riscos de contágio da situação criada pela Irlanda para as outras economias da Zona Euro.

Em declarações à chegada terça feira a Bruxelas, o ministro sublinhou que "se a Irlanda pedir ajuda Portugal tem de mostrar maior firmeza e determinação na opção que tomou" de continuar a financiar-se nos mercados financeiros sem pedir apoio ao Mecanismo Europeu de Estabilização Financeiro.
O ministro das Finanças também quer "fazer ver ao mercado que Portugal é diferente da Irlanda e que traçou um caminho de consolidação e de políticas de reformas" que lhe permitem enfrentar os problemas.

O responsável pelas Finanças portuguesas sublinhou que Portugal "tem a capacidade de enfrentar as condições atuais mais exigentes dos mercados financeiros", atendendo a que a taxa de juro médio dos empréstimos contraídos está nos 3,6 por cento, o que considerou ser "relativamente baixo".

O ministro realçou ainda que a dívida pública portuguesa tem tido uma procura suficiente nos mercados financeiros.

"Portugal vai continuar a ir ao mercado e vai continuar firme numa orientação de política orçamental que visa a consolidação das finanças públicas, a redução do défice para 7,3 por cento do PIB este ano" e 4,6 em 2011, declarou Teixeira dos Santos.







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