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Terceiro trimestre marcado por abrandamento das exportações e maior investimento

O crescimento económico de Portugal abrandou entre o segundo e o terceiro trimestre, para uma variação homóloga de 1,8%, período que, segundo a Síntese Económica de Conjuntura divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística, fica marcado por um abra

Negócios negocios@negocios.pt 20 de Novembro de 2007 às 15:41
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O crescimento económico de Portugal abrandou entre o segundo e o terceiro trimestre, para uma variação homóloga de 1,8%, período que, segundo a Síntese Económica de Conjuntura divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística, fica marcado por um abrandamento das exportações e a expansão no investimento.

No terceiro trimestre assistiu-se a factos com "implicações contraditórias para a economia portuguesa", refere o INE. Por um lado, a "continuação da apreciação do euro e o agravamento dos preços do petróleo, por outro, verificou-se uma aceleração do actividade económica na área do euro e no conjunto da UE".

"No plano interno, de acordo com a estimativa rápida do PIB, ter-se-á registado um ligeiro abrandamento entre o segundo e o terceiro trimestre, passando de uma variação homóloga de 1,9% para 1,8%, reflectindo fundamentalmente o comportamento da procura externa".

Os dados preliminares relativos ao terceiro trimestre revelam, segundo o INE, uma redução de 4,0 pontos percentuais no crescimento homólogo das exportações em valor, face ao segundo trimestre". Ao mesmo tempo, registou-se uma aceleração das importações de 0,1 pontos percentuais que, "pela primeira vez desde o mesmo trimestre de 2005, apresentaram um maior crescimento nominal do que as exportações (5,3% e 4,8%, respectivamente)".

"A procura interna, tal como no trimestre anterior, acelerou no terceiro trimestre, sobretudo em resultado do crescimento do investimento", uma evolução que reflectiu, "desenvolvimentos positivos em todas as suas componentes, com destaque para a componente de material de transporte", acrescenta o INE.

O consumo privado "terá apresentado um menor dinamismo devido à desaceleração do consumo de bens duradouros" e o emprego terá crescido 0,2% em termos homólogos, com a taxa de desemprego a situar-se em 7,9%. O INE conclui a Síntese Económica de Conjuntura salientando que em Outubro, "a inflação acelerou, atingindo 2,6%, mais 0,5 pontos percentuais do que no mês anterior".

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