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Teresa Almeida e Silva considera "provável que voltem a acontecer atentados"

A investigadora acredita que aos atentados desta terça-feira em Bruxelas se seguirão novos atentados na Europa. Até porque "muitos dos ocidentais que lutaram com o Daesh estão a regressar à Europa, doutrinados, com o objectivo de levarem a cabo novos ataques".

Reuters
David Santiago dsantiago@negocios.pt 22 de Março de 2016 às 18:58
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Os atentados que ocorreram na manhã desta terça-feira, 22 de Março, em Bruxelas não deverão ser os últimos a ter a Europa como palco principal. Na opinião de Teresa Almeida e Silva, professora do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), "é provável que voltem a acontecer atentados, precisamente por causa desta luta da Europa contra o terrorismo".

 

Esta autora do livro "Islão, fundamentalismo islâmico" enquadra as explosões de hoje no aeroporto e metro da capital belga como uma "retaliação pela captura de Abdeslam", um dos presumíveis cérebros dos atentados nas ruas do centro de Paris do passado 13 de Novembro, que foram reivindicados pelo autoproclamado Estado Islâmico (EI), também conhecido por Daesh.

 

"O Daesh já avisou que não vai parar", alerta Teresa Almeida e Silva, que sublinha que "muitos dos ocidentais que lutaram com o Daesh estão a regressar à Europa, doutrinados, com o objectivo de levarem a cabo novos ataques".

 

Numa altura em que, apesar do menor volume, prosseguem as operações militares aéreas da coligação internacional, liderada pelos Estados Unidos, contra as posições do Daesh na Síria e no Iraque, a professora do ISCSP nota que os ataques de hoje na capital belga são também "uma forma de eles reagirem".

 

Para Teresa Almeida e Silva, estes ataques ocorreram em Bruxelas porque os jihadistas do Daesh "olham para a Europa como um todo. Atacar a cidade porque é o coração da União Europeia, onde estão as instituições europeias".

 

Perante este cenário, a docente defende que "o que está a acontecer vai obrigar a UE a debater a Política Externa e de Segurança Comum (PESC), que nunca funcionou bem a não ser no papel".

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