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The Economist diz economia portuguesa deve contrair 0,3% em 2003

A economia portuguesa vai sofrer este ano uma contracção de 0,3%, estima a unidade de prospecção e de análise económica associada à «The Economist», segundo o Jornal de Negócios.

Negócios negocios@negocios.pt 21 de Agosto de 2003 às 11:26
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A economia portuguesa vai sofrer este ano uma contracção de 0,3%, estima a unidade de prospecção e de análise económica associada à «The Economist», segundo o Jornal de Negócios.

Esta previsão, contida na mais recente actualização do relatório da Economist Intelligence Unit (EIU) sobre Portugal, a que o Jornal de Negócios teve acesso, constitui uma revisão em baixa face à estimativa feita em Julho, que apontava para um crescimento nulo em 2003.

«Perante os fracos indicadores do primeiro e segundo trimestre, revimos em baixa as nossas previsões de crescimento em 2003 para -0,3%», diz o relatório.

Na origem desta contracção do crescimento está, fundamentalmente, o fraco crescimento das exportações, motivado pelo ambiente recessivo dos principais parceiros económicos de Portugal.

A EIU prevê que as exportações cresçam apenas 3% este ano, um ritmo bem inferior ao antecipado pela ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite (na foto), de 4,7%.

Mas não é só a procura externa a revelar fragilidades. Ao nível interno, os sinais não são mais animadores, bem pelo contrário.

A escalada do desemprego e a diminuição dos salários reais tem vindo a pressionar fortemente o consumo privado e só em 2004 se poderá esperar um regresso aos níveis habituais, refere o relatório.

Ainda do lado da procura, as empresas revelam igualmente um comportamento preocupante. As taxas de utilização de equipamento desceram aos níveis de 1996, não sendo de esperar novos investimentos em maquinaria antes de 2004.

Os lucros continuam em queda e as companhias encontram maiores obstáculos no financiamento junto da banca. Estes factores reflectem-se na confiança dos empresários e, indirectamente, no investimento, assinala a EIU.

A formação de capital fixo (investimento) continuará, por seu lado, sob forte pressão, agravada pelo acentuado arrefecimento da actividade no sector da construção, resultante da contracção no sector privado e no investimento público em infra-estruturas.

A contrariar esta contracção no sector da construção estarão os projectos financiados pela União Europeia e, sobretudo, os investimentos associados ao Campeonato Europeu de Futebol, Euro 2004.

Por Manuel Esteves e Eva Gaspar

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