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Tomada de reféns em França não foi ataque terrorista

Durante a tarde e parte da noite desta terça-feira, ocorreu uma situação de tomada de reféns numa casa em Roubaix, no norte de França e a menos de dois quilómetros da fronteira com a Bélgica. Os reféns foram libertados, um dos sequestradores foi morto e a polícia esclareceu que o incidente não esteve ligado a terrorismo.

Bloomberg
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 24 de Novembro de 2015 às 19:35
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Vários homens armados entrincheiraram-se numa casa, depois de fugirem a um controlo rodoviário, avançava o Libération ao final da tarde desta terça-feira. De acordo com o Voix du Nord, uma importante operação policial foi imediatamente posta em curso entre a Avenue Gustave Delory e a Rue Vaillant, em Roubaix, no norte de França, região de Nord-Pas-de-Calais.

Segundo o Nord Eclair, várias testemunhas ouviram um tiroteio pelas 19:00 (hora local, mais uma que em Lisboa) desta terça-feira, 24 de Novembro.

Já o Voix du Nord referia na sua conta de Twitter que terá havido uma incursão de um corpo da Raid - unidade anti-terrorismo - e que vários indivíduos se refugiaram numa casa onde fizeram uma família refém.

Esta zona de Roubaix fica a menos de dois quilómetros da fronteira com a Bélgica.

Pelas 20:40, um jornalista do Voix du Nord referia que este incidente pode tratar-se de uma questão familiar, não estando inserido num "contexto terrorista".

Também a Reuters avançou, citando fontes policiais francesas, que os homens armados que fizeram reféns em Roubaix não aparentam ter qualquer ligação aos ataques terroristas de sexta-feira, 13 de Novembro, em Paris.

 

"Aparentemente, não se trata de um ataque terrorista mas sim de um roubo", comentou um polícia à agência noticiosa britânica.

 

A agência France Presse, por seu lado, referia, citando também fontes policiais e municipais, que um dos reféns é responsável de uma agência bancária. Dois reféns conseguiram fugir, ao passo que outros dois estão ainda retidos.

Às 22:00 locais (21:00 em Lisboa), a câmara de Roubaix, citada pelo Voix du Nord, indicou que todos os reféns estavam já em segurança.

O Procurador da República, Frédéric Fèvre, declarou entretanto que um dos sequestradores foi morto aquando da intervenção das forças da ordem, tendo um segundo sequestrador sido detido, relatou o Libération.

 

Fèvre explicou ainda, citado pela Lusa, que se tratou de um acto de "banditismo" e não terrorismo. O que se passou foi que um grupo de assaltantes tentou fazer refém o director de uma agência bancária de Roubaix para o forçar a abrir o cofre do banco, uma intenção contrariada pela intervenção de agentes policiais, tendo a tomada de reféns decorrido junto à sua casa.

 

Após uma troca de disparos, dois dos assaltantes refugiaram-se de seguida na casa onde se encontrava a mulher do director da agência e os seus dois filhos, uma rapariga e um bebé de 11 meses. Um dos sequestradores foi morto, outro foi detido mas os restantes intervenientes nesta tentativa de assalto conseguiram escapar.

 

Tal como a Bélgica, também França se mantém em alerta máximo após os atentados de dia 13.


(notícia actualizada pela última vez às 23:50)

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