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Tommaso Padoa Schioppa morreu

O economista italiano Tommaso Padoa Schioppa morreu sábado. Um dos pais da moeda única e com intervenções de referência na crise do mecanismo cambial europeu em 1993, Schioppa integrou a primeiar comissão executiva do BCE.

Negócios negocios@negocios.pt 19 de Dezembro de 2010 às 21:30
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Tommaso Padoa Schioppa morreu este sábado aos 70 anos. "A União Económica e Monetária perdeu um homem de reflexão, de acção e de visão, totalmente dedicado à unidade europeia", escreve o BCE em comunicado.

O economista italiano integrou a primeira comissão executiva do BCE, entre Junho de 1998 e Maio de 2005. Teve contributos determinantes na construção da moeda única e recentemente foi conselheiro do governo grego.

Um dos seus contributos mais conhecido remonta à crise do mecanismo de taxas de câmbio do sistema monetário europeu em 1993. Na altura demonstrou que era impossível conciliar liberdade de circulação de capitais com taxas de câmbio praticamente fixas e políticas monetárias autónomas - no sentido de taxas de juro nacionais. Recorde-se que o mecanismo cambial europeu implodiu em 1993 porque a Alemanha aumentou as taxas de juro e os outros países, como o Reino Unido e a França, não a quiseram acompanhar. Uma crise que muitos economistas referem ter semelhanças com a actual.

O economista faleceu na noite de sábado após sofrer um ataque cardíaco durante um jantar com amigos, de acordo com um dos presentes, o seu adjunto no governo italiano Vincenzo Visco.

Padoa Schioppa foi ministro da economia sob a égide do então primeiro ministro italiano Romano Prodi e cumpriu um mandato de sete anos no Banco Central Europeu, onde foi um dos seis responsáveis (número de membros da comissão executiva do Banco Central Europeu) a guiar o euro nos primeiros anos após a sua criação. O euro foi introduzido a 1 de Janeiro de 1999, em 11 países, entre os quais Portugal.


Recentemente, o governo grego pediu a sua colaboração para ajudar o país a superar a grave crise financeira que atravessa e que obrigou o país a pedir apoio financeiro à comunidade internacional, que chegou através de fundos dos restantes países do euro e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

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