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Trabalhadores dos impostos iniciam greve hoje com concentração no Ministério das Finanças

O Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos vai concentrar-se hoje, às 15h, em frente ao Ministério das Finanças, em Lisboa, no primeiro de três dias de greve para "manifestar desagrado" face às medidas do Governo.

Bruno Simão/Negócios
Lusa 19 de Dezembro de 2013 às 08:55
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Apesar de ter sido recebido na quarta-feira pelo chefe de gabinete do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, o Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI) decidiu manter "na íntegra" as reivindicações da greve, disse à Lusa o sindicalista Paulo Ralha.

 

Elogiando "a disponibilidade" da tutela para dialogar sobre os "problemas pendentes", o sindicato sublinhou que, para já, não há "indícios" de que se possa chegar a "um compromisso que satisfaça ambas as partes".

 

Em causa está "o que está a acontecer à Autoridade Tributária e Aduaneira", nomeadamente o encerramento de serviços, mas também questões relacionadas com os vínculos e a progressão na carreira dos trabalhadores dos impostos.

 

O STI, que representa 9.400 trabalhadores, convocou uma greve de três dias (hoje, sexta-feira e segunda-feira), numa altura em que termina o prazo para o "perdão fiscal" concedido pelo Governo a particulares e empresas com dívidas fiscais e à segurança social para que as regularizem até dia 20, o que garante, à partida, "o impacto" do protesto.

 

Paul Ralha assume que a ideia de convocar a greve para esta altura foi exactamente mostrar "a imprescindibilidade" dos trabalhadores de impostos, sem os quais não há "qualquer possibilidade de arrecadar receitas para o Orçamento do Estado".

 

O impacto será ainda maior "porque o sistema informático relativo às coimas não está a funcionar desde o início do programa" de regularização de dívidas fiscais, em princípios de Novembro, sendo necessário introduzir certos dados manualmente, acrescentou.

 

Escusando-se a avançar com números, o sindicalista admitiu que espera uma taxa de adesão "superior" à da última greve, realizada já lá vão mais de quatro anos.

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