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Tratado de comércio com Canadá está nas mãos da União Europeia

Para o Canadá, o seu trabalho está feito. Depois de abandonar a mesa das negociações, ainda se admite a assinatura do acordo. Mas o Canadá garante que a bola está do lado europeu.

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"Não podemos parar na última milha". Assim escreveu Martin Schulz no seu Twitter, quando anunciou o encontro com o ministro-presidente da Valónia, Paul Magnette, líder da província belga que chumbou o acordo, devido a preocupações com o impacto que poderá ter no aumento da importação de produtos de suíno e bovino e também em relação ao mecanismo de resolução de conflitos entre as partes dos dois continentes, que podem ser usadas pelas multinacionais em seu benefício.

A província vetou o acordo, que já tinha sido aprovado por os 28 países da União, incluindo a Bélgica. 

Schulz descreveu as conversas deste sábado, 22 de Outubro, de construtivas e até "talvez decisivas", declarando que "permaneço optimista".


À saída do encontro, segundo o Guardian, Schulz, o presidente do Parlamento Europeu que não está directamente envolvido nas negociações, declarou que no seu entender "não há qualquer problema que não possa ser resolvido", mas admitiu que "os problemas em cima da mesa são problemas europeus".

No mesmo sentido foram as declarações de Cecelia Malmstrom, comissária europeia com a pasta das transacções comerciais, que admitiu que as negociações com o Canadá estavam concluídas, mas permaneciam pendentes assuntos que são da responsabilidade do executivo europeu. "Continuamos a ter pequenas dificuldades entre os europeus", declarou, citada pelo Guardian, não especificando.

Também a ministra do Comércio canadiana, Chrystia Freeland, atirou a bola para a Europa. "Fizemos o nosso trabalho, está na altura da União Europeia terminar o seu". Na sexta-feira a sua desilusão era óbvia: 

"O Canadá está desapontado. E eu pessoalmente estou muito desapontada. Trabalhei muito, muito duramente. Decidimos ir para casa. Estou verdadeiramente muito, muito triste". E acrescentou: "Parece óbvio que a União Europeia não é capaz de ter um acordo internacional, até com um país que partilha os valores europeus como o Canadá, até com um país que é tão amável e paciente".

O primeiro-ministro canadiana deveria voar para Bruxelas a 27 de Outubro para assinar o tratado. 

De acordo com a Reuters, o acordo prevê aumentar as trocas comerciais entre os parceiros em 20%, dando ganhos anuais de 12 mil milhões de euros às economias do bloco europeu e de 8,26 mil milhões à canadiana.




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