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Tratado de Lisboa ficará na História por abrir novos caminhos no ideal europeu

O presidente em exercício da União Europeia, José Sócrates, considerou hoje que a assinatura do Tratado de Lisboa ficará para a história como um momento "em que se abriram novos caminhos de esperança no ideal europeu".

Negócios com Lusa 13 de Dezembro de 2007 às 12:15
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O presidente em exercício da União Europeia, José Sócrates, considerou hoje que a assinatura do Tratado de Lisboa ficará para a história como um momento "em que se abriram novos caminhos de esperança no ideal europeu".

O primeiro-ministro português falava nos Claustros do Mosteiro dos Jerónimos, na abertura da cerimónia de assinatura formal do novo Tratado da UE, que foi acordado na última Cimeira de chefes de Estado e de Governo da União Europeia, a 19 de Outubro, em Lisboa.

Perante os líderes dos 27 países da União presentes na cerimónia, José Sócrates sublinhou que a ideia que sempre motivou a actual presidência portuguesa da UE se resumiu em "fazer avançar o projecto europeu".

"Um projecto que sempre foi generoso nos propósitos e ambicioso nos objectivos. Um projecto com provas dadas ao serviço da paz, do desenvolvimento e da afirmação dos valores que partilhamos", sustentou Sócrates.

Foi com o projecto de construção europeia que "muitas gerações sonharam e outros antes de nós ergueram, com sentido e visão de futuro", disse.

"Mas é esse projecto que queremos, hoje, levar mais longe, reforçar e desenvolver. E é isso o que esperam de nós os povos da Europa, que aqui representamos", declarou o presidente em exercício do Conselho Europeu de líderes da UE.

O chefe do Governo de Lisboa admitiu depois que a História até poderá não mencionar as palavras que forem ditas na cerimónia de assinatura do Tratado Reformador da UE.

"Mas de uma coisa estou certo: o que aqui estamos a fazer já está na História. A História há-de recordar este dia como um dia em que se abriram novos caminhos de esperança ao ideal europeu", sustentou o chefe do Governo português, citado pela Lusa.

A assinatura em Lisboa do novo Tratado europeu promete pôr fim à grave crise política e institucional provocada pelo fracasso da Constituição Europeia, rejeitada em França e na Holanda, e constitui o grande sucesso da actual presidência portuguesa da UE, que termina no fim do mês e ficará na história do processo de integração europeia.

José Sócrates foi o primeiro dos três intervenientes na cerimónia, antes dos presidentes da Comissão Europeia, Durão Barroso, e do Parlamento Europeu, Hans-Gert Poettering.

Com o anfitrião José Sócrates à frente, os líderes da UE entraram juntos nos Claustros do Mosteiro dos Jerónimos, ao som de uma música do compositor português Rodrigo Leão.

A cerimónia iniciou-se com cerca de 25 minutos de atraso, devido à chegada tardia aos Jerónimos de alguns chefes de Estado e de Governo dos 27.

Após as intervenções, segue-se a assinatura, propriamente dita, do Tratado de Lisboa por todos os 27 chefes de Estado ou de Governo e pelos respectivos ministros dos Negócios Estrangeiros, que depois vão posar para a tradicional "foto de família".

Os dirigentes europeus seguem depois, de eléctrico, para o Museu dos Coches, onde participam num almoço oferecido pelo presidente da República, Cavaco Silva.

Com a assinatura do novo Tratado da UE inicia-se o obrigatório processo de ratificação/confirmação do documento em todos os Estados-membros, sem excepção, por via parlamentar ou em referendos, condição prévia à sua entrada em vigor.

Os dirigentes da União fixaram como objectivo a entrada em vigor do Tratado de Lisboa a 01 de Janeiro de 2009, antes das próximas eleições europeias de Junho do mesmo ano.

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