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Trichet adverte investidores para riscos inflacionistas

O presidente do Banco Central Europeu considera que há investidores que não estão a considerar na totalidade os riscos inflacionistas que podem afectar o mercado. Jean Claude Trichet presidiu à reunião do 10 países mais industrializados do mundo, G-10.

Maria João Soares mjsoares@negocios.pt 07 de Maio de 2007 às 15:52
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O presidente do Banco Central Europeu considera que há investidores que não estão a considerar na totalidade os riscos inflacionistas que podem afectar o mercado. Jean Claude Trichet presidiu à reunião do 10 países mais industrializados do mundo, G-10.

Os responsáveis pelos bancos centrais dos 10 países mais industrializados do mundo consideram que o crescimento económico mundial actual é muito encorajador mas advertem para a existência de riscos nos preços do petróleo e nas matérias-primas.

"Há indicações que sugerem uma subavaliação do risco", disse o presidente do BCE e porta-voz dos banqueiros centrais do G-10.

"Observamos claramente um baixo nível de volatilidade, um baixo nível de prémios de riscos, assim como um baixo nível das margens (spreads)", disse Jean- Claude Triceht citado pela Bloomberg.

Trichet destacou, no entanto, como principais riscos para o crescimento da economia mundial os preços do petróleo e das matérias- primas.

A Comissão Europeia reviu hoje em alta de 0,5 pontos percentuais as previsões de crescimento económico na União Europeia (UE) e na Zona Euro para 2007, que deverá situar-se respectivamente nos 2,9% e nos 2,6%.

Após a reunião do G-10, Trichet instou os bancos centrais a actuar, no caso de ser necessário, para garantir a estabilidade dos preços, vendo-a como "uma condição necessária para uma prosperidade duradoura".

"Estamos numa fase do crescimento económico global extremamente encorajador mas não há tempo para complacência", disse o responsável.

Os membros do G-10, grupo constituído por 11 países, são a Alemanha, a Bélgica, o Canadá, os Estados Unidos, a França, a Itália, o Japão, a Holanda, o Reino Unido, a Suécia e a Suíça e representam 85% da economia mundial.

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