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Trichet frisa unilateralismo da intervenção japonesa no iene

O Presidente do BCE optou por não comentar directamente a intervenção japonesa de hoje no mercado cambial, mas sublinhou o facto desta ter sido uma decisão unilateral por parte dos japoneses, um tipo de prática que o BCE não faz.

Rui Peres Jorge rpjorge@negocios.pt 04 de Agosto de 2011 às 15:00
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Jean-Claude Trichet defendeu que, “na visão” do BCE este tipo de “intervenções devem resultar numa decisão multilateral consensual”, acrescentando depois: “que eu saiba, não foi esse o caso”.

Questionado sobre se o BCE está em contramão com outros bancos centrais, nomeadamente nos EUA, onde já se fala de mais estímulos da Fed, no Japão, que interveio no mercado para depreciar o iene, ou da Suiça, que cortou juros ontem, Trichet reconheceu ter uma estratégia diferente.

“Sempre que se faz alguma coisa tem que se olhar para curto, médio e longo prazos”, disse Trichet, continuando: “Se para atingir um objectivo de curto prazo se afectam os objectivos de médio e longo prazo, então isso não é bom”.

O presidente do BCE explicou que é exactamente por isso que, em Frankfurt, se faz uma distinção clara entre o que são intervenções de politica monetária e intervenções não convencionais que servem “apenas para restaurar os canais de transmissão da politica monetária”. E conclui: “é por isso que podemos parecer diferentes de outros”, mas para nós isto é essencial.

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