Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Trichet sinaliza novas subidas dos juros

No discurso que se seguiu ao quarto aumento dos juros directores em oito meses, Jean-Claude Trichet, presidente do Banco Central Europeu (BCE), afirmou hoje que novas subidas dos juros poderão ser necessárias.

Susana Domingos sdomingos@negocios.pt 03 de Agosto de 2006 às 14:24
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...

No discurso que se seguiu ao quarto aumento dos juros directores em oito meses, Jean-Claude Trichet, presidente do Banco Central Europeu (BCE), afirmou hoje que novas subidas dos juros poderão ser necessárias.

«Vamos continuar a monitorar de forma muito próxima todos os desenvolvimentos para nos assegurarmos que os riscos para a estabilidade dos preços não se materializam», afirmou o responsável pela política monetária da Zona Euro aos jornalistas presentes em Frankfurt.

A actual decisão de subida dos juros, «reflecte o aumento dos riscos para a estabilidade dos preços no médio prazo» e «vai contribuir para que as expectativas de médio e longo prazo da inflação se mantenham solidamente ancoradas, com níveis consistentes com a estabilidade dos preços».

No seu discurso, o presidente do BCE referiu ainda que «a taxa de juro de referência permanece baixa, tanto em termos nominais como reais». «A liquidez na Zona Euro continua ampla» e a «política monetária continua acomodatícia».

«O nosso sentimento é que se o nosso cenário base se confirmar, vamos progressivamente retirar a política acomodatícia», afirmou Trichet, o que deixa claro que novas subidas do custo de endividamento estão para chegar.

O aumento de 25 pontos base anunciado na reunião de hoje, colocam a taxa directora nos 3% e marca a aceleração do ritmo de subida do custo do dinheiro. Desde Dezembro do ano passado, altura em que iniciou o ciclo de subidas dos juros, Trichet, mantinha um ritmo trimestral de aumento da taxa. Com o aumento de hoje, apenas dois meses após a última alteração, a situação modifica-se.

Inflação vai permanecer acima de 2%

«Na segunda metade de 2006 e, em média, em 2007, é provável que a taxa de inflação se mantenha acima de 2%», afirmou Trichet. E adiantou que «o nível preciso [de inflação] depende muito da evolução dos preços energéticos».

Segundo o responsável, «perante este cenário é crucial que os parceiros sociais continuem a cumprir as suas responsabilidades. Os riscos para o ‘outlook’ da evolução dos preços subiram» e estão relacionados não só com o elevado valor do petróleo, como também com um aumento «mais forte do que o esperado dos salários», avisou Trichet.

Ver comentários
Outras Notícias