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Troika começa nova missão na Grécia para discutir segundo pacote de resgate

BCE, FMI e Comissão Europeia aterram em Atenas numa altura crítica. "Ratings" dos países da Zona Euro cortados em larga escala e interrupção das negociações para o perdão da dívida grega estão a intensificar os receios de que um incumprimento da Grécia ou uma saída da Zona Euro estejam próximos.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 16 de Janeiro de 2012 às 16:47
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A troika chega novamente à Grécia esta semana, onde deverá ser discutido o segundo pacote de resgate ao país.

Numa altura em que foram interrompidas as negociações sobre o perdão da dívida grega com os privados, o segundo programa de intervenção externa deverá ganhar forma neste novo encontro das entidades que participam na ajuda externa.

Os elementos do Banco Central Europeu (BCE), a Comissão Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI) começam a chegar a Atenas no dia de hoje. As discussões técnicas têm início amanhã, os debates sobre políticas a executar terão lugar no final da semana, segundo uma fonte da Comissão Europeia citada pela Bloomberg. O ministro das Finanças grego, Evangelos Venizelos (na foto), apontou para o início das negociações com a troika na próxima quinta-feira, dia 20.

Em causa nos encontros que começam esta semana estará o segundo pacote de resgate à Grécia, cujo montante total é de 130 mil milhões de euros.

De acordo com várias notícias veiculadas nas últimas semanas, estarão incluídas medidas como o corte e o congelamento de salários, de forma a que seja libertada a nova ajuda. De qualquer modo, as condições do auxílio financeiro têm ainda de ser definidas.

Negociações sobre perdão da dívida podem ser retomadas

Um dos assuntos que tem estado a ser negociado nesta altura pelo Governo grego, liderado por Lucas Papademos, é o perdão da dívida helénica. Em Outubro, os líderes europeus acordaram um haircut de 50%, ou seja, os investidores com obrigações gregas em carteira teriam de perdoar metade dessa dívida. Várias fontes logo adiantaram que essa redução não era suficiente para equilibrar as contas públicas gregas e que o "haircut" teria de ser maior.

Contudo, as negociações entre o Executivo grego e os bancos foram interrompidas na semana passada para "reflexão". Uma notícia que intensificou os receios de que a Grécia irá mesmo sair do euro ou que deverá entrar em incumprimento.

Evangelos Venizelos, o ministro das Finanças grego, assegurou que as discussões para esse perdão serão retomadas na quarta-feira, 18 de Janeiro. Papademos mostrou-se confiante nesse acordo.
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