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Troika demonstrou abertura para revisão do programa de ajuda

Os deputados estiveram reunidos com os representantes da troika. PCP e Bloco de Esquerda consideram que o encontro reforçou a convicção das críticas que têm feito ao programa de ajuda. Os restantes partidos demonstraram que houve abertura da troika para se fazerem ajustes ao programa de ajuda.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 15 de Novembro de 2011 às 15:14
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Miguel Frasquilho, representante do PSD no encontro com a troika, sublinhou que na reunião “abordou-se de tudo um pouco dentro do pouco tempo” que havia, tendo sido uma reunião “muito construtiva”. “É natural que o programa possa sofrer alterações”, mas “não seria aqui no Parlamento o primeiro local onde essa matéria seria abordada”, afirmou Miguel Frasquilho.

Já Mesquita Nunes, do CDS, diz ter perguntado se uma revisão do acordo “se ditaria por razões de falhas do Governo no cumprimento do programa ou se era ditada pelas alterações de circunstâncias”, e a resposta foi expressiva: uma revisão “tem de ser feita tendo em conta as alterações de circunstâncias e não por falhas do Governo”.

O deputado do CDS sublinha que o importante é “atingir as metas a que estamos acordados”.

“Pareceu-me uma completa disponibilidade para com o trabalho que o Governo tem feito”, contudo, “não foi uma reunião de trabalho”, pelo que as discussões não foram aprofundadas.

“O cumprimento do programa não está em causa. O que esta em causa é a alteração de circunstâncias”, adiantou Mesquita Nunes.

Fernando Medina, do PS, sublinhou a importância de ser ter um “programa de assistência realista e adequado às circunstâncias” e houve uma “alteração significativa das circunstâncias.”

“A crise agravou-se. Não é uma crise nacional é europeia e necessita de uma resposta europeia, que ainda não apareceu”. O responsável do PS diz que o fundamental é saber se “temos ou não um programa adequado.”

Este “foi um dos pontos abordados” mas o “ponto central” foi o do financiamento da economia. Fernando Medina adiantou ainda que no encontro com os representantes da troika “houve sensibilidade, concordância”.

“Depois destas conversas”, o PCP “fica mais convicto das críticas que tem proferido”, afirmou Miguel Tiago, que revelou que o partido tinha perguntado à troika se não havia nenhuma medida excepcional para as parcerias público-privadas, que representam um “buraco” nas contas do Estado “e foi-nos dito que era muito difícil rever esses contratos.” Contudo, salientou, “no corte dos salários não há nenhuma dificuldade.”

Miguel Tiago co0nsidera também que o “pacto de agressão que é imposto aos portugueses” empurra o País “para uma situação de recessão.”

“O PCP colocou questões sobre a recapitalização da banca e julgo que não há novidades. Esta comitiva é muito mais sensível às questões da banca do que do povo português”, salientou.


“Ficámos mais convencidos das razões que têm sustentado as nossas posições”, afirmou João Semedo do Bloco de Esquerda, que diz que há uma confirmação do “fracasso” das políticas de austeridade.

“Dissemos hoje que o essencial é acabar com este fundamentalismo de quem não conhece a realidade do País e procurar renegociar”. Isto porque, caso contrário, “os portugueses farão sacrifícios inúteis”, caminhando para uma situação de, cada vez, maior pobreza.

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