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Troika diz que Grécia deve cortar custos na defesa e na saúde

Credores internacionais de Atenas propõem privatização de duas ou três grandes empresas do Estado.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 27 de Janeiro de 2012 às 13:50
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Um documento preliminar da troika – Comissão Europeia, BCE e Fundo Monetário Internacional – insta a Grécia a focalizar-se exclusivamente na redução dos gastos, de modo a cumprir as condições de corte do défice necessárias para obter um segundo pacote de ajuda financeira externa, refere a Bloomberg.

O relatório, datado de 23 de Janeiro, coloca as empresas públicas, de saúde e da área militar no centro de uma vaga de medidas de austeridade correspondente a cerca de 1% do PIB, estimado no ano passado em 217 mil milhões de euros.

Os representantes da troika prepararam estas recomendações no âmbito dos receios de que o governo interino de Lucas Papademos não corresponda às expectativas de controlo do orçamento.

“Não estamos plenamente positivos em relação ao que tem sido feito, mas queremos, em conjunto, delinear um programa para o país”, comentou hoje em Davos, à Bloomberg, directora-geral do FMI, Christine Lagarde.

Recorde-se que Papademos assumiu funções em Novembro, com a missão de assegurar um segundo pacote de financiamento internacional, no valor de 130 mil milhões de euros, delineado na cimeira europeia de 26 e 27 de Outubro.

A Grécia tem de implementar as reformas acordadas e introduzir reformas económicas estruturais, incluindo no mercado laboral e na administração tributária, refere o relatório da troika.

O documento sugere também que a Grécia recapitalize os seus bancos, recorrendo a instrumentos sem direitos de voto. Por outro lado, os cortes nos gastos da saúde devem focalizar-se na redução dos custos farmacêuticos.

Além disso, a Grécia deve dar início a um programa destinado a reduzir em 150.000 o número de funcionários públicos, até 2015, diz o relatório.

A troika diz ainda que o governo grego deve colocar duas ou três grandes empresas na linha da privatização durante o segundo trimestre, de modo a ser consistente com as suas metas de vendas de activos.

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