Política Trump apoia boicote à Harley Davidson

Trump apoia boicote à Harley Davidson

O presidente norte-americano defende um boicote à fabricante de motorizadas Harley Davidson, no âmbito da tentativa de fuga da empresa às tarifas da União Europeia.
Trump apoia boicote à Harley Davidson
Bloomberg
Carla Pedro 12 de agosto de 2018 às 17:38

Em inícios deste ano, a Harley Davidson anunciou que pretendia transferir a sua produção de motorizadas dos Estados Unidos para as suas instalações na União Europeia. Isto para evitar as tarifas aduaneiras impostas pelo bloco europeu às motorizadas como medida de retaliação perante as taxas alfandegárias adicionais sobre o aço e alumínio decretadas pela Administração Trump a vários países e ao conjunto da UE.

 

O chefe da Casa Branca não gostou e criticou duramente Harley Davidson. E este domingo, 12 de Agosto, decidiu apoiar um boicote à fabricante de motorizadas sediada no Wisconsin, sublinha a Reuters.

 

Donald Trump ameaça atrair para os Estados Unidos fabricantes estrangeiras de motorizadas, de modo a aumentar a concorrência.



"Muitos proprietários de Harley Davidson pretendem boicotar a empresa se a sua produção for transferida para fora dos EUA. Excelente! A maioria das restantes empresas estão a vir na nossa direcção, incluindo as concorrentes da Harley Davidson", escreveu Trump na sua rede social de eleição, o Twitter, considerando que "a jogada [da Harley] foi mesmo má".

"Os EUA em breve terão condições de concorrência equitativas [para esta indústria], ou melhores", acrescentou Trump no seu tweet.



E disse mais. Num outro tweet, escreveu que "agora que a Harley Davidson está a transferir parte da sua operação para fora dos EUA, a minha Administração está a trabalhar com outras empresas de motociclos que querem vir para os Estados Unidos. Os clientes da Harley não estão contentes com a decisão da empresa – as vendas caíram 7% em 2017. É nos EUA que está a Acção!".

No passado dia 25 de Junho, a Harley Davidson salientou que as tarifas implementadas pela União Europeia aumentariam o custo médio por motorizada em cerca de 2.200 dólares (1.927,5 euros) e que, por isso, a empresa iria deslocalizar parte da sua produção para fora dos EUA, recorda a CNBC.




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