Mundo Trump: “As guerras comerciais são boas e fáceis de ganhar”

Trump: “As guerras comerciais são boas e fáceis de ganhar”

Um dia depois de ter anunciado a implementação de tarifas sobre o aço e o alumínio, Donald Trump escreve no Twitter que "as guerras comerciais são boas".
Trump: “As guerras comerciais são boas e fáceis de ganhar”
Rita Faria 02 de março de 2018 às 11:16

Numa mensagem publicada esta sexta-feira, 2 de Março, no Twitter, o presidente dos Estados Unidos, afirma que as "guerras comerciais são boas e fáceis de ganhar". Estas palavras surgem um dia depois de ter anunciado que os Estados Unidos vão impor tarifas sobre as importações de aço e alumínio, uma medida que está a motivar respostas dos principais parceiros do país e a alimentar receios em torno de uma potencial guerra comercial.

 

"Quando um país (Estados Unidos) está a perder milhares de milhões de dólares no comércio com praticamente todos os países com quem faz negócios, as guerras comerciais são boas e fáceis de ganhar", diz a mensagem do presidente norte-americano.


Tal como já havia sido avançado durante a manhã, Donald Trump anunciou ontem que serão impostas tarifas "expressivas e amplas" sobre as importações de aço e alumínio (25% e 10%, respectivamente), numa medida que tem como objectivo proteger os produtores internos.

 

Trump concretizou ainda que esta decisão será formalmente assinada na próxima semana e que as tarifas ficarão em vigor "durante um longo período de tempo".

 

O anúncio, alinhado com a política proteccionista que tem sido defendida pela administração Trump, já mereceu a desaprovação dos principais parceiros comerciais dos Estados Unidos, como a União Europeia, que se prepara para avançar com uma resposta. 

Num comunicado, o presidente da Comissão Europeia disse que Bruxelas vai "reagir firmemente e proporcionalmente" para defender os seus interesses. Considerando que a imposição de tarifas vai agravar os problemas do sector, Juncker garantiu que a Europa não vai ficar parada "enquanto a indústria é afectada por medidas injustas que colocam milhares de empregos europeus em risco".

O presidente da Comissão Europeia reiterou também que, nos próximos dias, Bruxelas vai propor medidas "contra os EUA para reequilibrar a situação".

 

A China, por seu lado, apelou hoje a Washington que "trave" as medidas proteccionistas e "respeite as regras" do comércio multilateral.  

 

"A China pede aos Estados Unidos que travem o recurso a medidas proteccionistas e respeitem as regras do comércio multilateral", afirmou Hua Chunying, porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, citado pela Lusa.

 

"Se outros países seguissem o exemplo [norte-americano], teria um grave impacto na ordem do comércio multilateral", acrescentou Hua.




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mais votado Advogado do diabo 02.03.2018

“As guerras comerciais são boas e fáceis de ganhar”
e fáceis de levar um grande Pais à decadência,
como a história da ascensão e queda das principais civilizações
(inclusive uma delas, a que teve por centro os Portugueses e os Espanhóis)
cabalmente demonstra.
Isto se as causas profundas dos desequilíbrios
de que os défices comerciais são tão-só indícios,
não forem identificados e corrigidos a tempo.
Mas não é de esperar que um ex-empresário de luta livre,
e de alguém com nível intelectual não superior a uma criança mimada com menos de 10 anos,
possa compreender tal.
Confia-se é que o grande Povo da Pátria da Liberdade,
o compreenda,
e vote em consonância nas próximas eleições.

comentários mais recentes
RE: Anónimo: Automatizar, Automatizar 03.03.2018

Estou de acordo que automatizar é prioritário,
para valorizar e libertar recursos humanos
rumo a tarefas e problemas a que só Humanos (e não máquinas),
estarão em condições de garantir resposta adequada.
Mas é preciso não olvidar que automatizar custa dinheiro
em termos de investimento em capital fixo.
E o dinheiro,
num País que está com um nível de endividamento que o coloca em risco de bancarrota,
se os juros subirem para os níveis historicamente normais,
só pode vir da poupança.
E Portugal regista hoje uma taxa de poupança em relação ao PIB
que será 1/7 ( um sétimo !) em relação ao valor ideal para crescer a ritmo máximo.
Não sou apologista do crescimento a ritmo máximo,
(mas sim de um crescimento para proporcionar um máximo de felicidade possível aos Portugueses)
Mas este problema da escassez de poupança,
confesso que me tira o sono como cidadão,
não pelas consequências para mim e para a minha geração,
mas para as gerações futuras
e para aqueles que me hão-de continuar.

Anónimo 03.03.2018

Isto só tem uma resposta e uma consequência para todas as partes envolvidas: automatizar, automatizar, automatizar.

Anónimo 03.03.2018

Quem ganha atualmente com a guerra comercial sao os chineses com os seus preços baratos destruiram milhoes de empregos industriais em todo o Mundo...a modernizaçao militar atual da China vai ser também para as proximas futuras geraçoes um risco muito perigoso

Re: Anónimo: Efeito de Doping 03.03.2018

Com respeito pela Tua opinião, na minha:
seria como o Doping no resultado das competições desportivas:
A curto prazo, melhora as performances;
A longo prazo, é altamente negativo e prejudicial para quem a ele recorre.

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