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Trump deverá escolher "rei da bancarrota" para o Comércio

Wilbur Ross, designado pela imprensa norte-americana como o "rei da bancarrota", deverá ser o nome escolhido por Donald Trump para seu secretário do Comércio. Ross teve um papel fundamental na delineação do programa económico da candidatura de Trump à Casa Branca.

Reuters
David Santiago dsantiago@negocios.pt 24 de Novembro de 2016 às 16:59
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Donald Trump continua a levar avante a tarefa de formar a sua futura administração. De acordo com duas fontes anónimas conhecedoras do processo, o presidente eleito dos Estados Unidos deverá escolher o multimilionário Wilbur Ross para seu secretário do Comércio.

 

Ross é designado pela imprensa norte-americana como o "rei da bancarrota", uma alusão ao historial deste multimilionário marcado pela compra de empresas que, pese embora as dificuldades financeiras que atravessam, têm potencial de gerar rentabilidade.

 

Segundo o Washington Post, Wilbur Ross desempenhou um importante papel na construção do plano económico do então candidato republicano às presidenciais norte-americanas. Ross é particularmente conhecido por ter sido um dos mais ferozes defensores da importância de os Estados Unidos renegociarem os acordos de comércio livre.

 

Apesar dos ditos por não-ditos que têm marcado as afirmações de Trump presidente eleito comparativamente com Trump candidato, o futuro líder dos EUA afiançou esta semana que no primeiro dia na Casa Branca irá rasgar os compromissos relativos à Parceria TransPacífico (TPP) e também ao Acordo de Comércio Livre da América do Norte (NAFTA).

 

Alegadamente, Trump e Ross partilham de perspectivas macroeconómicas próximas uma vez que ambos sustentam uma visão fortemente nacionalista e proteccionista para a maior economia mundial. Wilbur Ross terá também sido um dos responsáveis por delinear a agenda económica proposta por Trump.

 

Terá tido um papel determinante na formulação de propostas tais como a enorme redução de impostos sobre as empresas e a aposta num grande aumento da despesa pública, em especial para a construção de infra-estruturas, tudo medidas que o presidente eleito garante serem cruciais para colocar a economia norte-americana a crescer ao mesmo ritmo da China.

 

Questionado sobre a possibilidade de assumir o cargo em questão, Ross recusou-se, já esta quinta-feira, a tecer comentários. No entanto há já vários dias que o nome deste multimilionário vem sendo consistentemente apontado como forte possibilidade para titular da pasta do Comércio na administração Trump.

Em Junho, Ross justificava, em declarações à CNBC, o apoio a Trump pela perspectiva coincidente de que os Estados Unidos precisam "uma nova abordagem de governo, mais radical". 

Com 78 anos de idade, Ross é licenciado pela Universidade de Yale e passou 24 anos como banqueiro no Rothschild. Mas foi já em 2000 que fundou a sua própria empresa e que conquistou uma parte importante da sua fortuna (tem, por exemplo, uma colecção de arte avaliada em cerca de 100 milhões de dólares). Foi com empresa (W.L. Ross) que Ross investiu em 178 empresas desde 2000.


A equipa de Trump começa a ganhar forma. Ross e a sua retórica conservadora encaixa no perfil que até agora tem dominado as escolhas do futuro presidente dos EUA: homens, brancos e muito conservadores. Para já há uma excepção, a governadora republicana da Carolina do Sul, Nikki Haley, escolhida para embaixadora dos EUA junto das Nações Unidas.

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