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Trump otimista com negociações: “Estão a acontecer coisas boas”

O presidente dos Estados Unidos reforçou as expectativas de um acordo com a China dizendo que quando este estiver "totalmente negociado" não terá de ser sujeito à aprovação do Congresso, podendo ser assinado apenas por si.

Reuters
Rita Faria afaria@negocios.pt 11 de Outubro de 2019 às 15:42
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No dia em que se vai reunir com o vice-primeiro-ministro da China, Liu He, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no Twitter que as negociações de alto nível com Pequim, que foram retomadas ontem em Washington, estão a correr bem e a gerar progressos.

"Estão a acontecer coisas boas nas negociações comerciais com a China. Sentimentos mais calorosos do que no passado recente, mais como nos Velhos Tempos. Vou reunir-me como vice-primeiro-ministro hoje. Todos gostariam de ver qualquer coisa importante acontecer", escreveu Trump na rede social.

Num outro tweet, Trump acrescentou que, quando o acordo estiver "totalmente negociado", não terá de ser sujeito à aprovação do Congresso, podendo ser assinado apenas pelo presidente. 

"Uma das grandes vantagens do acordo com a China é o facto de, por várias razões, não precisarmos de passar pelo processo de aprovação do Congresso, muito longo e politicamente complexo. Quando o acordo estiver totalmente negociado, eu assino-o em nome do nosso país. Rápido e limpo!", concretizou.


A mensagem do líder da Casa Branca reforçou a expectativa de um entendimento entre as duas potências para travar a tensão comercial, depois de uma série de notícias dando conta da falta de progressos nas reuniões de nível técnico.

A essas notícias somaram-se outros sinais desanimadores, como a decisão dos Estados Unidos de colocarem mais oito tecnológicas chinesas na sua lista negra, mesmo em vésperas do início das conversações, o que foi visto como um mau presságio para o encontro que se aproximava.

Apesar disso, na quarta-feira o Financial Times avançava que o objetivo da China era fechar um acordo parcial com os Estados Unidos que evitasse a entrada em vigor do agravamento das tarifas a 15 de outubro.

Para tal iria oferecer-se para comprar mais 10 milhões de toneladas de grãos de soja, o equivalente a 3,25 mil milhões de dólares.

Ao mesmo tempo, as autoridades chinesas têm vindo a reduzir as barreiras não tarifárias que têm criado obstáculos ao acesso dos agricultores norte-americanos ao mercado chinês, na expectativa de que essas concessões contribuam para melhorar as relações com os EUA.

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