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Tsipras pediu a Draghi aumento de liquidez para a banca grega

O primeiro-ministro grego solicitou ao presidente do BCE que a autoridade monetária eleve a liquidez disponibilizada para o sistema financeiro grego que enfrenta graves dificuldades. Lagarde explicou a Tsipras que o FMI não pode libertar novos financiamentos para a Grécia.

8 de Abril – Tsipras  após um encontro com Putin

“Criámos as fundações para um novo relacionamento entre os dois países. Como nação soberana a Grécia tem direito a uma política externa”.
David Santiago dsantiago@negocios.pt 06 de Julho de 2015 às 22:39
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O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, manteve uma conversa telefónica, esta segunda-feira, 6 de Julho, com o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi. Segundo a Reuters, Tsipras pediu ao italiano Draghi que a autoridade monetária europeia eleve o limite máximo da linha de liquidez de emergência (ELA, na sigla inglesa) para o sistema financeiro grego.

 

Alexis Tsipras disse a Mario Draghi que o aumento da liquidez para a banca helénica é crucial de forma a ser levantado o controlo de capitais decretado pelas autoridades helénicas a 29 de Junho. Perante a escassez de liquidez e a ameaça de fuga de capitais, o governo grego decretou esta segunda-feira o prolongamento do encerramento dos bancos e reiterou o limite máximo de 60 euros por levantamento diário nos multibancos.

 

Também esta segunda-feira, o BCE emitiu um comunicado em que decidiu manter o tecto máximo da ELA para os bancos gregos em 89 mil milhões de euros. No entanto, a autoridade monetária europeia decidiu aumentar as exigências sobre os colaterais exigidos à concessão de empréstimos à banca helénica.

 

Num dia repleto de chamadas telefónicas de longa distância, Tsipras também conversou com a directora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde. Ainda segundo a agência Reuters, o primeiro-ministro grego ouvia da boca da dirigente francesa que o FMI não poderá libertar novos financiamentos à Grécia uma vez que os estatutos não o permitem.

 

Lagarde recordou a Tsipras que o FMI não pode libertar novos financiamentos a países que detenham pagamentos em atraso perante a instituição. Depois de Atenas ter falhado a devolução de quase 1,6 mil milhões de euros relativos a obrigações de dívida grega adquiridas pelo FMI, ainda em 2010 no âmbito do primeiro memorando assinado entre a Grécia e a troika, o Fundo não pode, portanto, atribuir qualquer novo financiamento a Atenas.

 

O FMI também reagiu, esta segunda-feira, à vitória do "não" no referendo grego realizado no passado domingo. "O FMI tomou nota do referendo que teve lugar ontem na Grécia. Estamos a acompanhar a situação de perto a estamos prontos a assistir a Grécia se tal nos for pedido", podia ler-se no comunicado assinado por Lagarde.

 

Este domingo, após a vitória do "não", foram vários os responsáveis gregos, entre os quais Tsipras e o então ainda ministro das Finanças, Yanis Varoufakis, a aludirem ao relatório publicado na semana passada pelo FMI em que era afirmado que a dívida pública grega é inviável.

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