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UBS refere que bancos europeus têm “muito dinheiro em risco” na Rússia e na Ucrânia

O banco suíço acredita que os bancos dos países da União Europeia terão cerca de 60 mil milhões de euros em empréstimos nos mercados russo e ucraniano. A possibilidade de a Rússia não cooperar eleva as possibilidades de novas sanções e de maior isolamento da economia russa.

Reuters
David Santiago dsantiago@negocios.pt 23 de Julho de 2014 às 13:07
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Num momento em que a tensão e a desconfiança voltam a pender sobre as relações entre o ocidente e a Rússia, com a crescente possibilidade de maior isolamento da economia russa, o banco suíço UBS vem dizer que os bancos dos Estados-membros da União Europeia (UE) têm "muito dinheiro em risco" na Rússia e na Ucrânia.

 

O UBS refere que pelo menos 60 mil milhões de euros de empréstimos colocados nos mercados russo e ucraniano são um motivo maior de preocupação, enunciando ainda o OTP Bank, o maior banco húngaro, e o austríaco Raiffeisen Bank International como as instituições financeiras europeias com maior nível de exposição à Rússia e à Ucrânia.

 

Apesar da pressão do Presidente norte-americano, Barack Obama, para que a UE adopte uma posição de maior força perante Moscovo, face aos últimos desenvolvimentos subsequentes à queda do avião da Malaysia Airlines na passada quinta-feira, Bruxelas acabou por adiar, para já, tal hipótese.

 

Esta terça-feira, os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE reuniram-se em Bruxelas para discutir a adopção de uma posição conjunta. Mas apesar do alargamento da lista de cidadãos e empresas sob sanção (congelamento de activos e impossibilidade de entrada em território europeu), não se verificou a aventada hipótese de restrição do acesso da Rússia aos mercados de capital.

 

Bruxelas deverá divulgar, esta quinta-feira, a lista com as eventuais novas medidas contra Moscovo a aplicar no caso de o Kremlin continuar a não cooperar com as autoridades internacionais no sentido de avaliar e descortinar os responsáveis pela queda do MH17. O The Guardian avança que os serviços secretos dos Estados Unidos acreditam que a Rússia "criou as condições" para a queda do avião.

 

Se a UE vier a adoptar sanções económicas mais pesadas contra Moscovo, aumenta a possibilidade de perdas para várias instituições financeiras do Velho Continente. A Bloomberg recorda que o OTP Bank apresentou uma queda de 48% dos lucros no primeiro trimestre, influenciado negativamente pela crise que opôs Kiev a Moscovo a partir de meados de Fevereiro passado.

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