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UE prepara novo adiamento do Brexit mas Johnson tem carta na manga

A União Europeia está a preparar-se para garantir ao Reino Unido a terceira extensão da data para o Brexit. Mas para que tal seja aprovado será necessário garantir que haverá um acordo, eleições ou referendo. Já o primeiro-ministro britânico estará a trabalhar nos bastidores, tentando garantir o veto de um dos países para que não seja aprovada essa extensão.

EPA
Negócios jng@negocios.pt 12 de Setembro de 2019 às 17:31
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A União Europeia está a trabalhar para garantir ao Reino Unido um novo prolongamento da data de saída do país da região, de acordo com um documento a que a Bussiness Insider teve acesso.

 

A resolução, que foi redigida pelo grupo parlamentar Brexit Steering – que tem como missão acompanhar o Brexit – sugere que o Parlamento Europeu poderá dar luz verde à terceira extensão da data de saída do Reino Unido da União Europeia de forma a evitar uma saída sem acordo.

 

Danuta Hübner, um dos membros deste grupo, que se reuniu com Michel Barnier – o responsável da UE pelo Brexit – afirmou que Bruxelas deverá dar apoio a uma extensão. Mas, segundo a mesma responsável, terão de ser dadas garantias por parte do Reino Unido.

 

"Penso que facilitaria a decisão do nosso lado se soubéssemos que haveria eleições, que haveria um referendo, que haverá um acordo e que é preciso tempo para ser ratificado", explicou Hübner, citada pela Bussiness Insider.

 

"Provavelmente vamos apoiar o pedido de uma extensão, mas terá de ser justificado. Temos um novo parlamento, não sabemos como será, mas estamos confiantes de que vamos ter o apoio" do Parlamento, acrescentou.

 

Ainda assim, para que a extensão seja possível, o Reino Unido terá de continuar a participar de forma plena nas decisões europeias. Mas antes de qualquer questão será preciso que Londres peça o adiamento.

 

E este último passo tem sido o que tem gerado mais dúvidas. Isto porque o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, já disse, por diversas vezes, que não vai pedir um novo adiamento e que vai cumprir com a data de 31 de outubro, tenha ou não acordo. Contudo, a legislação aprovada pelo Parlamento britânico obriga que o primeiro-ministro peça um novo adiamento se não conseguir um acordo até 15 de outubro.

 

Boris Johnson tenta convencer Hungria a vetar adiamento

E é neste pressuposto que Boris Johnson estará a trabalhar. O primeiro-ministro está a negociar nos bastidores para tentar garantir que, mesmo que seja obrigado a pedir o adiamento, este cenário não se concretiza.

 

Mas como? Convencendo um dos países a chumbar o adiamento. Será este o plano do líder britânico, de acordo com a Bloomberg.

 

A agência de informação americana revela que Boris Johnson está a tentar convencer a Hungria a vetar um novo adiamento do Brexit. E basta que um país se oponha a esta solução para que ela não seja aprovada, uma vez que é preciso unanimidade para ser concedida uma nova data para a saída do Reino Unido da região.  

 

Este cenário aumenta o risco de um Brexit sem acordo, algo que tem sido temido por líderes europeus, investidores, analistas e economistas.

Já o Politico avançou que Boris Jonhson tem realizado contatos bilaterais com algumas capitais europeias a fim de semear futuros acordos comerciais. O primeiro-ministro britânico tenta assim contornar Bruxelas e começar já a preparar acordos comerciais bilaterais que permitam minimizar os efeitos negativos de um Brexit desordenado. Contudo, os Estados-membros não podem negociar acordos comerciais com terceiros já que essa é uma prerrogativa da UE.

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