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UE propõe novo pacote de sanções à Rússia centrado na energia, serviços financeiros e criptomoedas

Este é o 21.º pacote de sanções contra a Rússia desde a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022.

Ursula Von Der Leyen
Ursula Von Der Leyen EPA
15:44
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A Comissão Europeia propôs esta terça-feira um novo pacote de sanções à Rússia centrado "nos setores de maior impacto" como energia, serviços financeiros e criptomoedas, querendo ainda proibir combatentes das forças armadas russas de entrar na União Europeia (UE).

"A nossa consistência na aplicação dos pacotes de sanções está a dar resultados e hoje apresentamos o 21.º pacote de sanções [contra a Rússia]. Estamos concentrados nos setores de maior impacto: energia, serviços financeiros e comércio de criptomoedas. Desta vez, inclui também, pela primeira vez, o setor das pescas e, além disso, estamos a planear restringir a entrada na UE de antigos combatentes russos", anunciou a líder do executivo comunitário, Ursula von der Leyen.

Numa declaração sem perguntas em Bruxelas quando se assinalam mais de quatro anos desde a invasão russa da Ucrânia, a presidente da Comissão Europeia anunciou 16 medidas, entre as quais o reforço das restrições à chamada frota fantasma russa, regras mais severas para o setor das criptomoedas, medidas dirigidas ao setor das pescas pela primeira vez, a possibilidade de proibir plataformas de criptoativos em países terceiros que ajudem a contornar as restrições, a proibição de entrada na UE para ex-combatentes russos e novas limitações à exportação de tecnologias militares, equipamentos para drones e determinados metais.

"Atualmente, quase todos os dias acordamos com o mesmo tipo de notícias: mais um grande ataque russo contra cidades ucranianas, atingindo civis indiscriminadamente e também acordamos com notícias de drones a violarem o espaço aéreo europeu sobre a região do Báltico e ao longo das nossas fronteiras orientais", criticou Ursula von der Leyen.

"Há duas semanas, um drone caiu num edifício residencial na Roménia e outro explodiu no porto de Constança na semana passada", referiu, resumindo: "alguns chamam a isto uma escalada russa, mas eu vejo de forma diferente, vejo isto como uma admissão simples de fracasso".

A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022 e, desde então, Kiev tem vindo a contar com o apoio dos aliados europeus sobretudo quanto a ajuda financeira e militar. Além disso, foram adotadas pesadas sanções contra a Rússia - 20 pacotes já -, direcionados sobretudo ao setor da energia, cujas receitas energéticas russas caíram cerca de 40% no início de 2026.

"O conflito no Médio Oriente e as perturbações nas cadeias globais de abastecimento energético aliviaram parte da pressão sobre a Rússia e, por isso, o objetivo deste pacote não podia ser mais claro: queremos manter toda a intensidade das sanções. A forma de o fazer é garantir que os lucros da Rússia com a venda de petróleo continuem limitados", salientou Ursula von der Leyen.

Noutras áreas, é agora proposto incluir mais 30 embarcações da chamada frota-fantasma na lista de sanções, além das 632 já sancionadas, bem como transações de mais 31 bancos russos e a 20 bancos, empresas de criptomoedas, plataformas e comerciantes de petróleo em países terceiros que têm prestado serviços a entidades e indivíduos russos sancionados ou ajudado a contornar as medidas restritivas europeias.

Estão ainda em causa novas proibições de importação sobre vários produtos no valor de 60 milhões de euros (como metais, painéis metálicos e peças automóveis) e restrições substanciais às importações de alguns produtos da pesca e uma proibição total para outros, incluindo o bacalhau.

Quanto ao apoio europeu à Ucrânia, Ursula von der Leyen adiantou que, ainda este mês de junho, será feito o primeiro desembolso ao abrigo do nosso empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia e mobilizados para o país seis mil milhões de euros destinados a drones e mais de três mil milhões de euros em assistência macrofinanceira. "Naturalmente, seguir-se-ão novos desembolsos em breve", prometeu ainda.

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