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UE apoia destilação de crise de vinho em Portugal com mais 380 mil euros

O Comité de Gestão dos Vinhos da União Europeia (UE) autorizou a destilação de crise de um máximo de 200 mil hectolitros de vinho de mesa em Portugal, para a qual irá conceder mais de 380 mil euros.

Negócios com Lusa 20 de Julho de 2006 às 13:44
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O Comité de Gestão dos Vinhos da União Europeia (UE) autorizou a destilação de crise de um máximo de 200 mil hectolitros de vinho de mesa em Portugal, para a qual irá conceder mais de 380 mil euros.

O pedido tinha sido feito por Portugal devido aos excedentes existentes, de forma a equilibrar o mercado, alvo de uma descida de preços e aumento dos stocks existentes.

A decisão do comité comunitário, constituído por especialistas dos 25, fixa um preço do vinho a destilar de 1,914 euros por percentagem e por hectolitro de vinho e deverá ser ainda formalmente aprovada pela Comissão Europeia, entrando em vigor a partir de 16 de Agosto de 2006.

A actual Organização Comum de Mercado (OCM) do vinho prevê a possibilidade da destilação de crise em caso de perturbações excepcionais do mercado devido a excedentes significativos.

Bruxelas quer acabar com as ajudas à destilação no âmbito da reforma da OCM do sector, para evitar uma produção superior à desejada, uma situação a que Portugal se opõe.

No caso português, está em causa a aguardente, um dos factores de produção dos vinhos licorosos, como o vinho do Porto. Se a destilação deixar de receber apoios, a oferta de aguardente diminui e os preços aumentam, afectando assim a competitividade do vinho do Porto.

O custo total da destilação de crise em Portugal para o orçamento comunitário é de quatro milhões de euros.

Recentemente, Bruxelas autorizou a destilação de crise em França e Itália para uma quantidade total de 5,6 milhões de hectolitros e a Espanha e Grécia para um total de 800 mil hectolitros.

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