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UE e Mercosul reatam negociações em Lisboa para criação de Zona de Comércio Livre

Responsáveis da União Europeia e do Mercosul têm agendado para 4 de Novembro um encontro em Lisboa para tentar reatar as negociações com vista à criação de uma Zona de Comércio Livre. O processo está congelado há anos.

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 21 de Outubro de 2009 às 16:26
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Responsáveis da União Europeia (UE) e do Mercosul têm agendado para 4 de Novembro um encontro em Lisboa para tentar reatar as negociações com vista à criação de uma Zona de Comércio Livre.

A notícia é avançada pela agência brasileira “Estado”, segundo a qual os negociadores dos dois blocos vão reunir-se para tentar dar uma nova dinâmica a um processo que está congelado há anos.

O encontro surge numa altura em que não há praticamente esperança de que seja possível concluir, num prazo relativamente curto, a Ronda de Doha. Mas a escolha de Lisboa para acolher o encontro terá sido feita para tentar “evitar a presença de jornalistas”, escreve o “Estado”.

A agência lembra que um acordo de liberalização das trocas agrada globalmente ao Brasil, mas ainda causa arrepios à Argentina, ao passo que a associação da Venezuela ao pacto da América do Sul– originalmente restrito à Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai – gera agora apreensão redobrada entre os europeus.

O projecto de criar um grande mercado sem tarifas entre a UE e os países sul-americanos data do final da década de 90, altura em que se traçou um calendário que previa a abolição progressiva das restrições ao comércio de bens no prazo de dez anos.

O início da Ronda de Doha, com vista a uma liberalização das trocas ao nível mundial, travou as negociações entre os blocos regionais, mas o grau de entendimento entre europeus e sul-americanos nunca foi muito grande, com os primeiros a reclamarem uma maior abertura aos produtos industriais e os segundos menos barreiras, sobretudo não-tarifárias (designadamente, exigências fitossanitárias) para os seus produtos agrícolas.

A elevação do Brasil à categoria de “parceiro estratégico” da UE, promovida pela presidência portuguesa da União há dois anos, com a realização da primeira cimeira bilateral que trouxe a Lisboa o presidente Lula da Silva, acabou também por não fornecer a dinâmica esperada às conversações.

O regresso de uma antiga potência colonial da região – a Espanha – à presidência europeia poderá dar-lhes novo “gás” . “Em Janeiro, a Espanha assume a presidência da UE por seis meses e já indicou ao Brasil, nos bastidores, que voltará a olhar para a região com prioridade”, escreve a agência noticiosa brasileira.
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