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UE reafirma apoio à soberania e integridade territorial dos parceiros de Leste

Os líderes da União Europeia, reunidos entre quinta-feira e hoje em Riga com os seus "parceiros a Leste", reafirmaram o apoio à "integridade territorial, soberania e independência" das seis ex-repúblicas soviéticas, e a vontade de aprofundar a cooperação.

Reuters
Lusa 22 de Maio de 2015 às 20:42
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Na declaração final conjunta adoptada na capital da Letónia pelos 28 e pelos seis países que fazem parte da chamada "parceria oriental" (Arménia, Azerbaijão, Bielorrússia, Geórgia, República da Moldávia e Ucrânia), fica também contemplado o princípio de desenvolver as relações estratégicas com cada um dos países de forma diferenciada, tendo em conta as características específicas de cada qual e desejos declarados para a cooperação com a UE.

 

Na conferência de imprensa no final da IV Cimeira da Parceria Oriental, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk desvalorizou a ausência de resultados mais espectaculares, comentando que o objectivo, tanto da parceria como da reunião celebrada em Riga, não era nem é tomar decisões dramáticas ou dar passos de gigante".

 

"A nossa relação é construída com base na livre vontade, respeito e igualdade. E a nossa parceria irá progredir passo a passo, precisamente tal como a União Europeia foi construída", declarou.

 

Portugal esteve representado na cimeira pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, que, no final dos trabalhos, considerou "extremamente positiva" a reunião, particularmente tendo em conta o contexto em que se celebrou, ano e meio depois da anterior cimeira da parceria oriental, em Vilnius, que esteve na origem do conflito que ainda hoje se vive na Ucrânia.

 

"Os resultados foram extremamente positivos, porque depois de Vilnius, há dois anos (...) esta reunião apresentava-se difícil, depois do conflito da Ucrânia com a Rússia, e, na realidade, a solução a que se chegou foi uma solução muito equilibrada, porque é uma solução de abertura ao diálogo, mas para que cada país tenha um tratamento diferenciado", assinalou, comentando que o compromisso não "obriga" os parceiros de Leste a ter que "escolher" entre UE ou Rússia. 

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