Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

UE rejeita assinar acordo da banana com países da América Latina

A União Europeia (UE) recusou assinar o acordo alcançado domingo com os países da América Latina para reduzir as taxas alfandegárias à importação de banana, face ao falhanço das negociações de Doha, disseram terça-feira à noite fontes latino-americanas

Negócios com Lusa 30 de Julho de 2008 às 09:29
  • Assine já 1€/1 mês
  • 1
  • ...
A União Europeia (UE) recusou assinar o acordo alcançado domingo com os países da América Latina para reduzir as taxas alfandegárias à importação de banana, face ao falhanço das negociações de Doha, disseram terça-feira à noite fontes latino-americanas.

Os representantes da UE não o subscreveram, porque o relacionam com um compromisso geral sobre as negociações comerciais para salvar a Ronda de Doha, que acabam de terminar em Genebra sem êxito.

Todavia, os países latino-americanos consideram que o compromisso com que deram por encerrada a "guerra da banana" está vigente e é juridicamente independente do resultado das discussões sobre a Ronda de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Para os 11 Estados da América-Latina, o compromisso sobre a banana era o "único ganho palpável" da intensa negociação que mantiveram durante nove dias trinta ministros da OMC para potenciar um acordo sobre a abertura de mercados agrícolas e industriais e que acaba de fracassar. O acordo implicava baixar as taxas alfandegárias actuais que a UE aplica à importação de banana da América Latina (176 euros por tonelada), a partir de 2009, para fixá-las em 114 euros por tonelada até 2016.

Com este pacto, os países de América Latina deram por concluída a histórica luta pelo sistema de importações europeias da fruta, una luta que durou 15 anos.

Segundo as mesmas fontes, as nações da América Latina consideram que não obstante o fracasso Doha, o acordo bilateral em relação à banana tinha validade jurídica e é independente.

Por esse motivo, vão recorrer ao "papel mediador" do director-geral da OMC, Pascal Lamy, para que defenda o acordo.

A Comissão Europeia (CE) considera, segundo outras fontes, que o acordo está ligado à Ronda de Doha e ao romper-se, não tem sentido. Bruxelas assume que as taxas alfandegárias sobre a banana estavam "ligadas" a Doha, porque a taxa final entraria dentro de um acordo sobre a redução geral de impostos aduaneiros aos produtos agrícolas.

Ver comentários
Outras Notícias