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UGT e CGTP preocupadas com previsões reiteram aposta no crescimento

As centrais sindicais UGT e CGTP manifestaram-se hoje preocupadas com as previsões económicas da OCDE, FMI e Banco de Portugal e reiteraram a necessidade do Governo apostar no crescimento económico.

Negócios negocios@negocios.pt 20 de Abril de 2006 às 18:21
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As centrais sindicais UGT e CGTP manifestaram-se hoje preocupadas com as previsões económicas da OCDE, FMI e Banco de Portugal e reiteraram a necessidade do Governo apostar no crescimento económico.

«Os dados são preocupantes e exigem uma reflexão urgente», afirmou o secretário-geral da UGT, João Proença, em conferência de imprensa para apresentar as conclusões da reunião do secretariado nacional, citado pela Agência Lusa.

De acordo com a UGT, as três instituições apontam no mesmo sentido, ou seja, menor crescimento económico que o previsto, quer em 2005, quer em 2006, e dificuldades no controle da redução do défice orçamental.

«O crescimento económico deve ser a grande prioridade, o que exige a aposta no reforço do investimento público e privado, a resolução de problemas estruturais e que exista confiança no futuro», sublinhou João Proença.

Para o secretário-geral da CGTP, Manuel Carvalho da Silva, os relatórios das três instituições «começam a confirmar que o ciclo que se iniciou com o novo Governo não trouxe a resposta à ruptura com o modelo de recessão existente».

«Portugal não está a ter uma recuperação que nos permita aproximar da União Europeia, sendo uma das razões o baixo crescimento da economia», sublinhou Carvalho da Silva, num encontro informal com jornalistas, citado pela Lusa.

Por outro lado, adiantou o sindicalista, também a conjuntura internacional «não é favorável» nem se perspectiva que seja a curto prazo, pelo que Portugal tem que ter políticas que, por si só, avancem para a mudança.

«A estagnação da economia é negativo para a atracção e fixação do investimento estrangeiro que traga um acrescento ao desenvolvimento do país, uma possibilidade que está assente no modelo de desenvolvimento», afirmou Carvalho da Silva.

A UGT salientou que uma maior competitividade, centrada na valorização e qualificação das pessoas e do conhecimento, exige uma aposta na inovação, qualificação e formação, um combate à precariedade do emprego e uma aposta na adaptabilidade no quadro da empresa, assim como a melhoria do funcionamento da Administração Pública.

João Proença adiantou que uma política de crescimento e emprego responsabiliza o Governo, mas também os parceiros sociais, pelo que a UGT reivindica a discussão em sede de concertação social da competitividade e da política de rendimentos, em especial na sua articulação com a negociação colectiva.

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