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Unidades de saúde familiar permitiriam poupar 9,8 milhões de euros

A implementação de unidades de saúde familiar (USF) permitiria ao Estado poupar 9,8 milhões de euros por ano. Esta é uma das conclusões de um relatório realizado pela Associação Portuguesa de Economia da Saúde (APES) sobre os custos dos centros de saúde e

Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 03 de Outubro de 2006 às 10:47
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A implementação de unidades de saúde familiar (USF) permitiria ao Estado poupar 9,8 milhões de euros por ano. Esta é uma das conclusões de um relatório realizado pela Associação Portuguesa de Economia da Saúde (APES) sobre os custos dos centros de saúde e do regime remuneratório experimental.

O estudo analisou os custos financeiros de um centro de saúde convencional com as unidades de saúde familiar que funcionam com o RRE. E a APES concluiu que cada utente inscrito num centro de saúde convencional custa ao Estado, por ano, 216,5 euros e uma consulta 68 euros. Com o modelo RRE este valor cai para 112,5 euros.

"A diferença entre os custos das unidades de RRE e as restantes não resulta de uma redução da oferta de cuidados", garante o relatório. Segundo a APES, não se verificam "diferenças no número de consultas por utente e a percentagem dos utilizadores nos RRE é 5,8% superior à dos centros de saúde convencionais".

O relatório admite que os "médicos que tendem a candidatar-se a integrar uma USF fazem, hoje, em média mais 419 consultas e gastam menos 2,3 euros por consulta em medicamentos e menos 1,3 euros em medicamentos e meios complementares de diagnóstico e terapêutica (MCDT).

O estudo da APES conclui que, num universo de 32 centros de saúde, onde serão criados 37 USF, o "total da poupança que teria existido em 2005 teria sido de 8,9 milhões de euros". Esta diminuição seria provocada pela poupança nos medicamentos receitados – menos 4,9 euros por pessoa inscrita – e nos exames pedidos – menos 1,9 euros. No entanto, o vencimento dos médicos registaria um aumento de 2,4 euros.

Para os meses de Outubro a Dezembro, esta poupança estimada teria sido de 1,1 euros por utente ou 2,3 milhões de euros no total.

"A análise permite concluir que uma unidade em RRE tem um custo por utente 93 euros mais baixo que um centro de saúde convencional semelhante", revela o relatório.

A análise realizada pela APES conclui que o modelo de funcionamento que o Ministério da Saúde quer implementar nas unidades de saúde familiares – o regime remuneratório experimental – permitiria poupanças significativas.

Em Portugal, já existem, desde o início do ano, dez unidades de saúde familiar.

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