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Vai haver mais contestação social?

Se a austeridade subir de tom, é bem provável que sim. Para a CGTP, o aumento da contestação é um dado adquirido. Para a UGT, depende da forma como o Governo resolver as negociações com a troika e o Orçamento do Estado para 2013.

Vai haver mais contestação social?
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Se a austeridade subir de tom, é bem provável que sim. Para a CGTP, o aumento da contestação é um dado adquirido. Para a UGT, depende da forma como o Governo resolver as negociações com a troika e o Orçamento do Estado para 2013.

"É inevitável", responde Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP, a estrutura sindical mais activa na contestação. "Quando os protugueses vêem que à austeridade são acrescentados sacrifícios, sem qualquer tipo de resultado, só têm uma saída: contestar e lutar", acrescenta. As greves nos transportes deverão repetir-se em Setembro e no dia 5 de Outubro que, por ser feriado, é abrangido pelos pré-avisos de greve.

Nos últimos dois anos, as estruturas sindicais reagiram aos anúncios sobre as medidas do Orçamento do Estado com a convocação imediata de duas greves gerais conjuntas.

A CGTP afirma que "está tudo em aberto". "Naturalmente que com a apresentação do Orçamento do Estado, se houver mais austeridade, só pode haver uma resposta", afirma Arménio Carlos, que convocou a última das três greves gerais que foram realizadas no espaço de dois anos.

A UGT tem mantido um perfil mais discreto desde que, em Janeiro, assinou o acordo tripartido com o Governo. "Neste momento, não sinto que haja razões para uma greve geral. Se o Governo aumentar as medidas de austeridade, a UGT terá que estudar a resposta", afirmou recentemente ao Negócios o secretário-geral, João Proença.

Portugal é visto como um país de brandos costumes, sobretudo quando comparado com a Grécia. Os protestos têm atrasado algumas decisões, mas não impediram o Governo de seguir quase à risca o memorando da troika, nomeadamente nas questões laborais.

O recuo mais relevante foi na questão da meia hora. Os cortes salariais da Função Pública foram muito contestados, mas só o Tribunal Constitucional travou a medida.


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